sexta-feira, 29 de maio de 2026

A militância na educação

 


Tradução de militante nos dias atuais: indivíduo irritante e chato aprisionado a um discurso ideológico sem fundamento, onde seus heróis são mascarados de um romantismo grotesco que esconde que eram na verdade usurpadores sociais, corrompidos pelo poder e além de fundamentalistas ditadores e genocidas. E eh a história que tem nos contado isso. O que me deixa abismado são pessoas de conhecimento e intelecto produzido se entregarem a tamanha insensatez, me contem, de onde você veio e pra onde você vai, você é resultado daquilo que te alimenta? Ontem li um professor dizendo que ELE era o ATOR PRINCIPAL da educação... Distorção total, o ATOR PRINCIPAL É O ALUNO, lembrar que este trem de funcionário público é um trabalho e não autoritarismo. Saber a diferença é só abrir qualquer dicionário. Pasmei.

terça-feira, 26 de maio de 2026

E a camisa 10 eihmmm?!

 


E a camisa a 10 eihmmm?;

Faltam poucos dias para a Copa do Mundo… e a seleção brasileira parece mais uma novela mexicana do que um time de futebol.

Não se discute mais se Neymar joga bem, se está preparado fisicamente ou se ainda decide partidas. Agora a conversa é outra: afinal, a camisa 10 pertence ao Brasil… ou pertence ao Neymar?

E eu, sinceramente, começo a achar que a CBF já não é uma confederação. Virou uma espécie de condomínio de luxo onde jogador dá ordem, dirigente baixa a cabeça e treinador estrangeiro aprende rapidinho quem realmente manda na casa.

Porque convenhamos… quando o assunto é Neymar, parece que o técnico não convoca. Apenas assina a lista.

Ancelotti chegou com currículo de gigante, cara de comandante europeu, postura de quem já treinou estrelas no mundo inteiro. Mas bastaram alguns dias para descobrir que no Brasil existe uma entidade mais poderosa que presidente, comissão técnica e torcida: o “Neymarcentrismo”.

A camisa 10, que já foi de Pelé, Zico, Rivaldo, Ronaldinho… hoje parece um contrato vitalício. Quase patrimônio privado.

E o mais curioso é que toda crítica vira heresia nacional. Questionar Neymar no Brasil é mais perigoso do que criticar político em época de eleição. Sempre aparece alguém dizendo: “Ah, mas ele resolve…”, "está falando isso porque tem inveja", "crítica ele porque é de direita"... 

Resolve o quê exatamente? O futebol brasileiro? A bagunça da CBF? O ego inflado de uma geração inteira? Ou apenas o marketing de patrocinadores desesperados por audiência?

Tenho saudade do tempo em que a camisa 10 escolhia o jogador. Hoje parece que há jogador sequestrando a camisa.

E enquanto isso, a seleção entra em campo carregando não apenas expectativas… mas uma eterna dependência emocional de um único nome.

O problema nunca foi Neymar ser convocado. O problema é parecer que ninguém tem coragem de imaginar a seleção sem ele. Ou a quem culpar se algo der errado, escreve aí: se der errado todos estes bajuladores de plantão vão sebtar-lhe o cacete como fizeram nos memes da última... Quem não lembra de Neymar caindo e roda do o planeta...

Também outra pergunta que fica: _ Neymar está preparado para isso ?

— Zéka Netta

“A geração que desaprendeu a esperar o outro”

 Hoje fiquei olhando para a tela do celular como quem encara uma cidade estrangeira. Tudo parece rápido demais. Atualiza, confirma, aceita, reconhece, autentica. Olha para o celular, afasta, aproxima, não autenticado como a dizer que você não é você e quem decidiu isso foi um algoritmo. Em algum momento percebi que não era apenas tecnologia mudando… era o próprio mundo deixando de esperar pelas pessoas. E talvez envelhecer hoje seja exatamente isso: continuar humano numa sociedade que virou sistema.



Zéka Netta — “A geração que desaprendeu a esperar o outro”

Dizem que os idosos estão ficando para trás por causa da tecnologia.

Mas talvez a verdade seja mais desconfortável: a sociedade correu tão depressa que deixou de caminhar ao lado de quem envelheceu.

Vivemos num tempo em que quase tudo exige aplicativo, senha, reconhecimento facial, confirmação por código, autenticação em duas etapas e atualizações constantes. O mundo deixou de funcionar na lógica da conversa e passou a funcionar na lógica do clique.

E nisso existe uma violência silenciosa.

Porque muita gente que construiu famílias, cidades, estradas, escolas e histórias inteiras agora se vê perdida diante de uma tela que muda mais rápido do que a própria memória consegue acompanhar. O mundo virou fila ou aplicativos...

Não é incapacidade.

É deslocamento cultural.

A geração mais velha aprendeu a viver num mundo concreto: papel, assinatura, balcão, aperto de mão, olho no olho. Hoje, para existir socialmente, é preciso dominar símbolos digitais que mudam quase semanalmente, aplicativos que atualizam toda sua vida bancária e dados pessoais porque a cor do pigmento da logomarca estava um tom abaixo que a anterior e para não dar bug no sistema quem fica bugado é você.

O problema é que começamos a tratar adaptação tecnológica como medida de valor humano.

Quem não entende um aplicativo é chamado de lento.

Quem não consegue acessar um portal vira “desatualizado”.

Quem sente medo diante da tecnologia é tratado como peso social.

Mas poucos percebem o tamanho da humilhação emocional escondida nisso.

Há idosos que sentem vergonha de pedir ajuda para tarefas simples. Outros desenvolvem ansiedade ao precisar usar bancos digitais, aplicativos médicos ou sistemas públicos. Muitos se calam para não ouvir risadas, impaciência ou aquele olhar moderno que diz silenciosamente: “como você ainda não sabe isso?”

A exclusão digital não afasta apenas pessoas da tecnologia.

Ela afasta pessoas da própria dignidade. Da sua identidade...do respeito...

E existe algo profundamente contraditório nisso tudo: nunca estivemos tão conectados… e ao mesmo tempo tão incapazes de esperar o tempo do outro.

A tecnologia deveria facilitar a vida humana.

Mas em muitos momentos ela virou um filtro cruel entre quem acompanha o ritmo e quem foi deixado para trás.

Não se trata de rejeitar o avanço.

O problema não é a inovação.

O problema é transformar eficiência em substituta da empatia.

Porque envelhecer não deveria significar tornar-se invisível.

Talvez o verdadeiro atraso não esteja nos idosos que ainda tentam compreender o mundo digital. Talvez esteja numa sociedade que desaprendeu a explicar sem arrogância, ouvir sem pressa e acolher sem impaciência.

No fundo, o que muitos idosos procuram não é ajuda para mexer no celular.

É a sensação de que ainda pertencem ao mundo.

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Cada idoso tem uma experiência diante de algum aplicativo que mais o irritou que ajudou, conte sua experiência nos comentários...

Crônica de Zéka Netta



#idosos #tecnologia #humanização #envelhecimento #psicologia #sociedade #exclusãodigital #cronica #reflexão #zekanetta

sábado, 16 de maio de 2026

A ilusão da esquerda !

 


A crença de que o socialismo fracassou apenas porque foi conduzido por “más pessoas” parte de uma leitura simplista da natureza humana e das estruturas de poder. O problema não reside apenas nas intenções individuais de quem governa, mas na própria lógica dos sistemas que concentram autoridade econômica, política e social nas mãos de poucos.


Quando um modelo depende de que um grupo decida o que deve ser produzido, distribuído, permitido ou proibido, inevitavelmente transfere a determinados indivíduos o poder de interferir na vida, na propriedade e nas escolhas dos demais. E aí surge um ponto profundamente humano — e historicamente recorrente: o ser humano não é imune ao fascínio do poder, do dinheiro, do prestígio e da validação do ego.


A experiência histórica demonstra que estruturas excessivamente centralizadas tendem a criar elites políticas cada vez mais distantes da população comum. Mesmo quando começam sustentadas por discursos idealistas, frequentemente terminam marcadas por privilégios, censura, autoritarismo ou corrupção. Não porque todos os indivíduos sejam necessariamente perversos, mas porque o próprio acúmulo de poder cria incentivos para sua preservação e expansão.


É justamente nesse ponto que a tradição liberal clássica constrói sua crítica. O liberalismo não se fundamenta na esperança de encontrar governantes moralmente superiores ou “salvadores benevolentes”. Sua preocupação central é limitar o alcance do poder humano, reconhecendo que qualquer pessoa — independentemente de ideologia — pode sucumbir à tentação do domínio, da vaidade e do controle.


Por isso, a defesa das liberdades individuais, da propriedade privada, da descentralização e da separação institucional não nasce de uma visão romântica do homem, mas de uma compreensão realista de suas fragilidades. A questão não é confiar cegamente em pessoas “boas”, mas criar mecanismos que impeçam qualquer grupo de possuir autoridade suficiente para controlar a existência dos outros.

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Pagar a rolha, entenda o caso Ed Motta

 


Vamos entender o comportamento de Ed Motta num badalado restaurante no qual ficou muito bravo com a taxa da rolha...Causou tumulto e cadeirada em direção do garçom...

“Pagar a rolha” em um restaurante significa pagar uma taxa para consumir uma bebida que o próprio cliente levou de casa — geralmente vinho, espumante ou whisky. Essa taxa é chamada de “taxa de rolha” porque, tradicionalmente, o restaurante abria a garrafa para o cliente, retirando a rolha.

Sim, é uma prática bastante comum, especialmente em restaurantes mais sofisticados, casas especializadas em vinhos e eventos. O cliente leva uma garrafa especial — às vezes rara, presenteada ou afetiva — e o restaurante cobra pela estrutura e pelo serviço oferecido.

A taxa normalmente cobre:

taças adequadas;

serviço do garçom ou sommelier;

resfriamento da bebida;

abertura da garrafa;

limpeza e uso do espaço.

Os valores variam bastante. Alguns restaurantes:

cobram por garrafa;

isentam a taxa em determinados dias;

permitem levar vinho apenas se o restaurante não tiver aquele rótulo na carta;

ou não permitem bebidas externas.

No Brasil, isso é relativamente comum com vinhos. Já levar refrigerante, cerveja ou outras bebidas costuma ser menos aceito.

Existe até uma espécie de “etiqueta” da rolha:

avisar antes ao restaurante;

não levar algo extremamente barato para consumir em um local refinado;

e, se possível, consumir algo da casa também.

Em muitos casos, a pessoa leva a bebida porque ela marca um momento especial: um aniversário, uma comemoração ou uma memória afetiva. Acaba sendo menos sobre economia e mais sobre experiência.

E curiosamente a “rolha” revela muito sobre comportamento humano também.

Tem gente que leva a própria garrafa porque quer exclusividade, outras por memória afetiva, economia, status, celebração ou simplesmente porque aprecia vinhos e deseja compartilhar algo especial.

É quase um pequeno ritual social: a pessoa leva algo “seu” para viver uma experiência “coletiva”.

Na prática, o restaurante vende não apenas comida, mas ambiente, serviço e experiência. A taxa de rolha é uma forma de equilibrar isso, já que bebidas costumam representar uma parte importante do lucro da casa.

E há cenas bonitas nisso: alguém abrindo um vinho guardado há anos para celebrar um reencontro, um pedido de casamento, uma despedida, ou até brindar alguém que já partiu. Às vezes a garrafa tem mais história do que valor financeiro.

Por que Ed Motta deu piti ?

Porque a carga afetiva nem sempre elimina a sensação de “injustiça” que algumas pessoas sentem diante da cobrança.

Muita gente pensa:

“A bebida é minha, eu já comprei, então por que preciso pagar para consumi-la?”

Do ponto de vista emocional, o cliente enxerga a garrafa como propriedade pessoal.

Do ponto de vista comercial, o restaurante enxerga ocupação de mesa, serviço, taças, equipe e principalmente perda de venda da própria adega.

O conflito nasce exatamente aí:

o cliente pensa no objeto;

o restaurante pensa na experiência e no modelo de negócio.

No caso do Ed Motta, a repercussão foi grande justamente porque misturou três coisas explosivas:

expectativa de privilégio;

sensação de desrespeito;

e reação emocional desproporcional.

E vindo reação justamente de quem ao trabalhar ganha couvert artístico...

Independentemente de quem “estava certo” na discussão comercial, agressividade contra funcionários costuma gerar forte rejeição pública porque o garçom é visto como alguém que apenas cumpre regras da casa. Muitas vezes ele sequer tem autonomia sobre a cobrança.

Há também um aspecto psicológico interessante: algumas pessoas associam cobrança de rolha a uma espécie de “taxa sobre status”.

Especialmente quem entende muito de vinho ou gastronomia pode sentir:

“estou trazendo algo valioso para enriquecer a experiência do restaurante”;

enquanto o restaurante pensa:

“você está deixando de consumir da nossa carta”.

Isso toca ego, reconhecimento e pertencimento social — ainda mais em ambientes sofisticados, onde símbolos de prestígio ficam mais sensíveis.

E existe outro detalhe curioso:

as pessoas aceitam pagar “serviço” quando ele é invisível e emocionalmente confortável. Mas quando a cobrança tem nome direto — “taxa de rolha”, “taxa de conveniência”, “taxa artística” — muita gente sente aquilo quase como afronta pessoal, mesmo que o valor final fosse parecido embutido no preço da comida.

No fundo, não é só sobre vinho.

É sobre como cada pessoa interpreta valor, respeito e reconhecimento dentro de uma experiência social.

quarta-feira, 13 de maio de 2026

O TESTAMENTO DA MONARQUIA

 

O TESTAMENTO DA MONARQUIA


✍🏻 Gabriel Ferraz Martins*


“A classe proprietária ameaçava passar-se toda para a República, seu pai parecia estar moribundo em Milão, era provável a mudança de reinado durante a crise, e ela não hesitou: uma voz interior disse-lhe que um grande dever tinha que ser cumprido, ou um grande sacrifício tinha que ser aceito. Se a Monarquia pudesse sobreviver à Abolição, esta seria o seu apanágio. Se sucumbisse, seria o seu testamento.”


— Joaquim Nabuco


O 13 de maio de 1888 foi a vitória de uma histórica luta pela liberdade, construída pelo protagonismo dos escravizados, pela ação dos abolicionistas e também pela Coroa.


Foi um longo processo. Desde o Império, vozes como a de José Bonifácio defendiam o fim do cativeiro. Mais tarde, o Imperador Dom Pedro II sustentou uma política gradual de emancipação, pressionando a classe política pela aprovação de leis como a do Ventre Livre e a dos Sexagenários.


Nos anos finais da escravidão, a Princesa Imperial Dona Isabel assumiu posição decisiva. Enquanto setores escravocratas defendiam o adiamento da Abolição e indenizações aos senhores de escravos, a Princesa apoiou a libertação imediata e articulou a formação de um Gabinete disposto a realizar a reforma.


Em 13 de maio de 1888, a Lei Áurea foi assinada no Paço Imperial, sendo recebida com celebrações populares em todo o País.


Como registrou Lima Barreto: “Havia uma imensa multidão ansiosa, com o olhar preso às janelas do velho casarão. [...] A Princesa veio à janela. Foi uma ovação: palmas, acenos com lenço, vivas... Fazia sol e o dia estava claro. Jamais, na minha vida, vi tanta alegria. Era geral, era total; e os dias que se seguiram, dias de folganças e satisfação, deram-me uma visão da vida inteiramente festa e harmonia. [...] Era bom saber que a alegria que trouxe à cidade a lei da Abolição foi geral pelo país. Havia de ser, porque já tinha entrado na consciência de todos a injustiça originária da escravidão”.


O advento da República no ano seguinte interrompeu projetos de integração social dos ex-escravizados, deixando incompleta a etapa seguinte da Abolição: a inclusão dos libertos na sociedade brasileira.


O 13 de maio permanece como testemunho da jornada de um povo contra a escravidão e como memória daqueles que, contra o próprio destino político, escolheram ficar ao lado da liberdade.


* Historiador, artista gráfico e voluntário da Pró Monarquia.

Itália dá o pontapé inicial...e coloca o Brasil como narcoestado.

 

Sim, a informação é verdadeira! 🇮🇹🇧🇷 A justiça da Itália deu um passo histórico que coloca o Brasil em um novo patamar de alerta internacional no combate ao crime organizado! 🚔💥

**Notícia Completa** 📰

Neste mês de **maio de 2026**, a Justiça e a Procuradoria Antimáfia da **Itália** tomaram a decisão oficial de enquadrar integrantes do **Primeiro Comando da Capital (PCC)** dentro da rigorosa legislação antimáfia do país. ⛓️🇮🇹

Os investigadores italianos passaram a classificar formalmente o grupo brasileiro como a **"organização criminosa mais perigosa da América do Sul"**. Na prática, isso significa que a Itália agora trata o PCC com o mesmo rigor e ferramentas jurídicas usados contra máfias históricas como a **Cosa Nostra**, a **Camorra** e a **'Ndrangheta**. 🛡️🚫

A decisão foi impulsionada pelos resultados da **Operação Samba**, que revelou como a facção brasileira se tornou uma "multinacional do crime", dominando a logística de envio de cocaína para a Europa e lavando bilhões de euros em solo europeu. 💶🚢

**A Saia Justa para o Governo Lula:** ⚖️🇧🇷

Essa movimentação coloca o governo do presidente **Lula** em uma posição delicada. Enquanto a comunidade internacional (incluindo Itália e discussões recentes nos EUA com o governo Trump) avança para classificar essas facções como organizações mafiosas ou até terroristas, o governo brasileiro tem demonstrado resistência em adotar essas terminologias mais pesadas no cenário diplomático, preferindo focar na cooperação policial técnica e em alternativas sociais. 🗣️🌍

A classificação italiana é um "xeque-mate" que obriga o Brasil a endurecer o tom, já que agora o PCC é oficialmente visto por uma das maiores potências europeias como uma ameaça global à segurança institucional. 🏛️🚨

**Fontes Confiáveis:**

 * **O Estado de S. Paulo (Estadão)** - Cobertura sobre o enquadramento de mafiosos. 📰

 * **Jovem Pan News / SBT News** - Reportagens sobre o impacto internacional do PCC. 📺

 * **Agências de Notícias Italianas (ANSA)**. 🇮🇹🌐

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segunda-feira, 11 de maio de 2026

será que o cidadão deve agradecer por um direito que já é pago com os seus próprios impostos?

 


Em muitos bairros da cidade é comum ver faixas e discursos agradecendo vereadores ou lideranças políticas pela chegada do asfalto em determinada rua. Mas a reflexão que precisa ser feita pela população é simples: será que o cidadão deve agradecer por um direito que já é pago com os seus próprios impostos?

A situação lembra alguém que vai até um caixa eletrônico, digita sua senha, retira o dinheiro da própria conta e ainda agradece ao banco pelo valor sacado. O dinheiro já era seu. Da mesma forma acontece com as obras públicas. O asfalto não sai do bolso de vereador, secretário ou de qualquer político. Ele é pago pelo cidadão através dos impostos recolhidos diariamente.

Muitas vezes cria-se a falsa ideia de que determinado vereador “fez” a obra sozinho. Na prática, o vereador pode até reivindicar, indicar ou cobrar melhorias, mas quem realmente possui a responsabilidade direta pela execução das obras é o Poder Executivo, através do prefeito e da Secretaria de Viação e Obras.

É importante que a população compreenda o verdadeiro papel de cada representante público. O vereador fiscaliza, cobra e apresenta pedidos da comunidade. Já a execução depende da administração municipal, do planejamento da prefeitura e da aplicação dos recursos públicos.

O problema é que algumas obras acabam sendo tratadas como favores políticos, quando na verdade deveriam ser vistas como obrigação da administração pública. Afinal, o morador paga IPTU, impostos sobre consumo, taxas e diversos tributos justamente para que infraestrutura, saúde, educação e demais serviços retornem em benefícios para a sociedade.

Reconhecer o trabalho de quem cobra melhorias é válido, mas transformar direitos básicos em “presentes políticos” acaba enfraquecendo a consciência da população sobre seus próprios direitos. O asfalto, a iluminação, o atendimento na saúde e tantas outras melhorias não são favores. São deveres do poder público para com quem sustenta a máquina pública todos os dias através dos impostos.

O Conservador de Conveniência - Zéka Netta O Capivara News

 

O Conservador de Conveniência

Por Zéka Netta

Outro dia me chamaram de conservador.

Eu agradeci… mas perguntei: “Conservador de quê?”

Porque hoje em dia tem gente conservando só o próprio público.

Conservando engajamento.

Conservando monetização.

Conservando plateia irritada para continuar vendendo indignação em cápsulas diárias.

E vou dizer uma coisa que muita gente não gosta de ouvir: existe uma diferença berrante entre ser conservador e ser conveniente.

O conservador de verdade carrega princípios mesmo quando eles lhe custam amigos, votos, contratos ou aplausos. Já o conveniente muda o discurso conforme o algoritmo sopra. Um dia é patriota inflamado, no outro faz vista grossa para aquilo que ontem chamava de corrupção moral. Tudo depende de quem fez, de quem paga ou de quem compartilha.

Virou uma espécie de “militância gourmet”.

Tem camiseta da pátria, bandeira na bio, frase de efeito pronta e até trilha sonora épica… mas falta coluna vertebral.

E antes que pensem que estou defendendo o outro lado, já aviso: a esquerda também virou especialista em conveniência emocional. Transformaram certas causas em vitrines afetivas. Há pautas que deixaram de ser humanas para virar produto ideológico. Tudo é slogan. Tudo é performance. Tudo é embalagem.

O problema é que muitos dos que se dizem de direita começaram a copiar exatamente aquilo que juravam combater.

Criaram os “influenciadores da moral seletiva”.

Gente que fala de família enquanto destrói pessoas em praça pública por audiência.

Que fala de Deus como marketing de pertencimento.

Que fala de patriotismo como quem vende boné, caneca e assinatura premium.

E o povo?

O povo mistura amor pela pátria com palavras de ordem comerciais. Confunde fé com torcida organizada. Confunde caráter com bordão repetido em vídeo curto.

Patriotismo de verdade não é gritar mais alto.

É ter coragem de permanecer honesto mesmo quando o seu lado erra.

Mas isso dá pouco clique.

Hoje há pessoas que não defendem valores; defendem mercado. Não defendem princípios; defendem nichos. Precisam manter a própria bolha alimentada com raiva constante, porque a raiva fideliza mais rápido que a reflexão.

E assim seguimos:

uma esquerda vendendo revolução em parcelas emocionais

e uma direita vendendo tradição em combos promocionais.

Enquanto isso, quem pensa de verdade vira traidor para os dois lados.

Eu continuo acreditando que existem conservadores honestos, assim como existem progressistas sinceros. O problema não está em pensar diferente. O problema é transformar convicção em comércio e consciência em palanque.

Porque quando a conveniência veste a roupa do conservadorismo, ela não protege valores… apenas aprende a faturar com eles.

Alguém viu campanha tão ferrenha quanto a do ano passado com os chinelos e está semana com os detergentes com a CPI do roubo do INSS e do Banco Master ? Não viram porque Não lhes era conveniente.

E isso, meus amigos, já não é ideologia.

É publicidade emocional fantasiada de virtude.

— Zéka Netta

sábado, 9 de maio de 2026

O Comerciante e o Capetinha do Balcão Por Zéka Netta — O Capivara News

 


O Comerciante e o Capetinha do Balcão

Por Zéka Netta — O Capivara News

Existe um fenômeno psicológico fascinante acontecendo em muitos comércios.

O sujeito passa anos conquistando cliente. Sorri, parcela, anota fiado, chama pelo nome, pergunta da família, oferece cafezinho… aí, quando finalmente conquista confiança, resolve destruir tudo com a delicadeza de um rinoceronte de patins.

É o famoso empreendedor da autosabotagem gourmet.

O cliente entra na padaria há quinze anos. Comprou pão em chuva, em greve, em pandemia, em inflação e até naquele dia em que o padeiro brigou com a esposa e o pão saiu parecendo tijolo de condomínio popular.

Mas aí chega o momento mágico…

O capetinha sobe no ombro do comerciante e cochicha:

— Vai… pega aquele pão mofado lá do fundo… ele nem vai perceber…

E o comerciante obedece como quem recebeu uma revelação divina.

No outro dia:

— Empurra o salame azedo… corta bem fininho que disfarça…

Depois:

— Manda o sonho sem recheio… o povo tá muito exigente…

E tem ainda quando o cliente pede uma feijoada e o restaurante envia caldo de feijão com folhas de louro... Como se quisesse de fato não o ter mais como cliente, eis que o capetinha sussurrou no ouvido do funcionário: pra quê mandar da panela cheia, manda deste restolho, ele nem vai reclamar, nunca reclama...

E quando o cliente, coitado, resolve reclamar do troco errado:

— Ihhh… olha lá o vagabundo reclamando de cinquenta centavos…

O curioso é que o comerciante acredita sinceramente que o problema é o cliente.

Nunca é o pão verde fluorescente.

Nunca é a mortadela com textura de sabonete molhado.

Nunca é a encomenda esquecida.

Porque existe uma espécie de delírio empresarial onde o sujeito acha que fidelidade significa prisão perpétua.

“Ele sempre compra aqui… então posso relaxar.”

E é exatamente aí que nasce a ruína.

A psicologia explica isso como uma deformação da percepção de valor.

Quando a confiança do cliente vira rotina, o comerciante deixa de enxergar a relação como conquista e começa a tratar como obrigação automática.

O cuidado morre.

A atenção evapora.

O respeito entra em liquidação.

Aí acontece o inevitável:

O cliente vai embora.

E o comerciante, indignado, ainda comenta no balcão:

— O povo hoje não é fiel…

Não, meu consagrado…

O povo apenas não gosta de pagar caro para participar de um experimento bacteriológico.

Cliente fiel não é lixeira emocional de estoque velho.

Se a pessoa volta sempre no seu comércio, ela não está dizendo apenas “gosto do seu produto”.

Ela está dizendo:

“Eu confio em você.”

E confiança estragada fede mais rápido que salame vencido.

No fundo, muitos comerciantes não quebram por crise.

Quebram por pequenas traições repetidas diariamente, achando que ninguém percebe.

Percebe.

O cliente pode até engolir um sonho sem recheio, um pedaço de salame salgado e passando o tempo, a as uele pedaço de pizza crua trazida às pressas, ter de jogar fora o pão que paga caríssimo nos dias de hoje…

Mas dificilmente engole a sensação de ter sido feito de trouxa.

E quando a fama vem, meu amigo…

Nem promoção salva.

Porque o mesmo cliente que indicava seu comércio agora faz propaganda negativa gratuita com mais eficiência que carro de som em bairro pequeno.

Fidelidade não é obrigação.

É conquista diária.

Porque o cliente pode até engolir um sonho sem recheio…

mas nunca engole a sensação de ter sido feito de trouxa.

E tudo começou naquele dia em que o capetinha do balcão sussurrou:

— Vai… vende estragado mesmo…

— Confia…

Só que não.

Zéka Netta

O Capivara News

sexta-feira, 8 de maio de 2026

LETRAMENTO RACIAL por Zéka Netta O Capivara News

 


LETRAMENTO RACIAL

por Zéka Netta

Rapaz… eu li “Letramento Racial” e achei que era curso novo do MEC.

Pensei:

— “Pronto… agora além de aprender português, matemática e geografia, a criança vai ter que tirar carteira de identidade ideológica na segunda série.”

Daqui a pouco o boletim vem assim:

Matemática: 7,5

Português: 8,0

Ciências: 6,0

Consciência Militante Aplicada: em recuperação.

O mundo anda tão desesperado para classificar gente que inventaram um vocabulário onde ninguém mais é apenas humano.

Agora tudo precisa virar categoria, grupo, etiqueta, divisão, subtítulo e manual de convivência.

A criança chega na escola querendo brincar de pega-pega…

e o adulto já quer transformar o recreio num congresso sociológico da ONU.

Veja bem: combater racismo é necessário.

Educar sobre respeito é obrigação.

Ensinar história verdadeira é honestidade.

Mas existe uma diferença enorme entre conscientizar… e fabricar lentes para que a criança enxergue o mundo exclusivamente pela raça.

Porque dependendo da forma como isso é feito, o sujeito para de olhar pessoas…

e passa a olhar tonalidades Pantone humanas.

“Esse aqui pertence ao grupo A.”

“Aquele ao grupo B.”

“Você fala daqui.”

“Você cala dali.”

“Seu sofrimento vale tanto.”

“O do outro vale menos.”

Daqui a pouco vão criar até bingo social:

— “Negro, branco, pardo, indígena… COMPLETE SUA CARTELA E GANHE UM TRAUMA COLETIVO!”

O problema é que certas ideias nascem dizendo que querem unir…

mas sobrevivem alimentando separação.

E nisso aparece um novo tipo de racismo moderno:

o racismo gourmetizado.

Aquele embalado em palavras acadêmicas, PDFs coloridos e palestras de auditório climatizado.

Porque antigamente o preconceito dizia:

“Você não pode sentar aqui.”

Hoje alguns discursos parecem dizer:

“Você só pode falar daqui.”

Mudou a embalagem…

mas o ser humano continua sendo encaixotado.

E o mais curioso é que muitos adultos projetam nas crianças conflitos que elas nem tinham ainda.

Menino pequeno não nasce odiando cor.

Ele nasce querendo saber quem trouxe bolacha recheada pro lanche.

Mas o adulto moderno olha pra inocência infantil e pensa:

“Isso está pouco politizado.”

Aí começa a catequese ideológica precoce.

Não demora e teremos:

Jardim II Antirracista Avançado;

Prézinho Interseccional;

Maternal de Desconstrução Estrutural.

E o coitado do menino só querendo desenhar dinossauro.

No fim, talvez a maior educação ainda seja aquela velha e quase esquecida: ensinar dignidade, empatia, respeito e humanidade sem transformar cada encontro humano num tribunal identitário.

Porque quando toda conversa começa separando pessoas em blocos…

o risco é terminar esquecendo aquilo que mais assusta os fanáticos de qualquer lado:

que somos todos absurdamente humanos.


#racial #letramento #classificacao #divisao

A Revolução da Lata Minguante ou a Coxinha degustação gourmet - por Zéka Netta O Capivara News

 

Você já ouviu e viu a " REDUFRAÇÃO " , acredito que tem notado diariamente toda vez que vai ao supermercado, com você uma crônica sobre está maquiagem feita a olhos vistos:
 A Revolução da Lata Minguante

Por Zéka Netta

Eu cresci ouvindo que o brasileiro precisava aprender matemática.

Hoje eu entendo o motivo.

Você vai no mercado achando que o salário continua pequeno… mas descobre que o verdadeiro milagre econômico aconteceu foi com os produtos. Eles entraram numa dieta forçada. Tudo emagreceu. Menos o preço.

O pacote de bolacha virou amostra grátis.

O chocolate agora vem em versão “lembrança afetiva”.

O papel higiênico parece fita crepe premium.

E o café… ah, o café já está sendo vendido praticamente por átomo.

Mas agora resolveram mexer com um patrimônio nacional: a coca-cola.

A lata de 350 ml vai diminuindo discretamente até virar copo de dentista.

A PET de 2 litros virou 1,25 L com aquela conversa marketeira de “nova experiência de consumo”.

Experiência de consumo?

Meu amigo… experiência de consumo é abrir a geladeira e perceber que a garrafa acabou antes do almoço.

O mais bonito da redufração é a criatividade corporativa.

Eles nunca dizem:

“Estamos vendendo menos pelo mesmo preço porque sabemos que você está quebrado.”

Não.

Eles lançam frases elegantes:

— “Novo design ergonômico.”

— “Embalagem moderna.”

— “Mais prática para o dia a dia.”

— “Quantidade ideal para evitar desperdício.”

Desperdício?

O único desperdício aqui é minha esperança no caixa do supermercado.

Daqui a pouco a picanha vai vir em fatias homeopáticas.

O arroz será vendido em cápsulas.

E a margarina virá com uma lupa de brinde.

O brasileiro já nem faz compra. Faz perícia criminal.

Fica comparando embalagem antiga com a nova igual investigador da Polícia Federal.

“Peraí… isso aqui tinha 500 gramas.”

“Agora tem 370.”

“Mas o preço aumentou?”

“Claro.”

“E a embalagem?”

“Maior.”

“Então diminuíram o produto?”

“Sim.”

“E chamaram isso de inovação?”

“Exatamente.”

É o capitalismo freestyle.

Você paga mais… leva menos… e ainda recebe propaganda dizendo que a empresa se preocupa com você.

Daqui a pouco o mercado vai anunciar:

“Agora o ar dentro do pacote está mais leve, sofisticado e sustentável.”

E vai ter gente batendo palma.

O pior é que a população já entrou na fase da aceitação psicológica.

A pessoa pega uma barrinha minúscula, olha resignada e fala:

— “Pelo menos não aumentou tanto…”

Claro.

Não aumentou o preço.

Só diminuíram sua dignidade calórica.

Eu no mercado seguro a nova garrafa e perguntando pro repositor:

— “Moço… isso aqui é refrigerante ou frasco de xarope infantil?”

E o pior é que a embalagem continua gigante.

Metade é plástico, um quarto é marketing e o resto é gás carbônico com trauma econômico.

Daqui a pouco vão vender coxinha “família” do tamanho de ping-pong e chamar de gastronomia consciente.

E sempre com aquele nome gourmet para disfarçar o assalto gastronômico.

Você pede uma coxinha…

vem um projétil empanado de 18 gramas sobre uma tábua de madeira.

A atendente coloca com delicadeza e anuncia:

— “Nossa mini experiência de frango cremoso.”

Mini experiência?

Minha filha… isso aí não sustenta nem a tristeza de um estagiário.

No tempo antigo, coxinha era um compromisso emocional.

Você segurava aquilo quente na mão e sentia que a vida ainda tinha propósito.

Hoje parece munição de airsoft culinário.

E o preço?

O preço vem em escala internacional: R$ 14,90.

Aí inventaram a pior frase da gastronomia moderna:

— “Mas é artesanal.”

Claro.

Porque alguém teve o trabalho manual de diminuir ela até virar bijuteria salgada.

Como sempre já desconfiado que, em breve, padaria chique vai vender:

“coxinha degustação”

E o garçom trará uma migalha numa colher funda enquanto explica as “notas afetivas do frango”.

E assim seguimos.

Num país onde o produto encolhe, o salário evapora e o governo aparece dizendo que o consumo das famílias aumentou.

Também pudera.

Pra matar a sede hoje você precisa comprar duas coca-colas onde antes bastava uma.

O consumo realmente cresceu.

Apenas o conteúdo desapareceu.

"Zéka Netta escreve essas coisas sentado na cozinha, olhando uma garrafa de refrigerante tão pequena que parece ter sido criada para hamster diabético."

#redufração #inflação #mercado #cocacola #economia #ZekaNetta #cronicabrasileira #humorácido #consumo #Brasil #ironia #supermercado #povobrasileiro

sexta-feira, 1 de maio de 2026

A ESCALADA DO VAZIO

 

Eu aqui, ajeito o meu paletó imaginário, olho por cima dos óculos — mesmo sem usá-los — e escrevo:

A ESCALADA DO VAZIO

Tem gente que não debate… transborda desespero.

Começa assim: o sujeito entra numa conversa com a confiança de quem assistiu dois vídeos e leu meio parágrafo de legenda. Aí encontra alguém que… pasmem… argumenta. Pronto. É o início do fim. Não do mundo — do repertório dele.

Quando o argumento acaba, nasce o espetáculo.

Primeiro ato:

“Você está errado.”

Segundo ato:

“Você não entende nada.”

Terceiro ato:

“Quem é você pra falar?”

E então, senhoras e senhores… o gran finale da miséria intelectual:

“Tem que cancelar!”

"Segue a linguagem do ...insta"

“Tem que calar!”

“Tem que sumir!”

— e, em casos mais requintados de barbárie —

“Tem que morrer.”

Mesmo que seja uma criança, quem não lembra da filha caçula de Bolsonaro e a filha de Justus.

Olha que interessante: o tema morreu antes da pessoa ser condenada. Ninguém mais discute a ideia. O alvo agora é o CPF, a cara, a história, o jeito de respirar do outro. O debate vira um tribunal, onde se tornam carrascos sem juiz — só carrascos voluntários para defender seu status ideológicos é só assistir o pod cast titiracaticacast a entrevista com Ana Paula Renault, e a manipulação da Globo na sua participação no bb26 e a sondagem do PT para que saia candidata pelo partido, assistam e se assustem com sua palavras ideologicas.

E o mais curioso?

Chamam isso de “consciência social”.

Mas eu, Zéka Netta, com meu ceticismo de botequim e minha lucidez de esquina, digo: isso não é consciência… é impotência argumentativa fantasiada de virtude.

Porque quem tem argumento não precisa gritar.

Quem tem ideia não precisa destruir a pessoa.

Quem tem razão não precisa convocar linchamento.

A escalada da agressão é o idioma de quem ficou sem palavras — e resolveu substituir vocabulário por violência.

E cá entre nós…

Quando alguém precisa desejar a morte do outro pra sustentar o próprio ponto… já morreu por dentro faz tempo — só esqueceram de avisar o corpo.

Zéka Netta

(Observador profissional de naufrágios mentais)

🪶 A DOSIMETRIA DA CONVENIÊNCIA - por Zéka Netta de O Capivara News

A derrota do governo Lula na votação da PL da Dosimetria foi um momento marcante no Congresso Nacional. No dia 30 de abril de 2026, deputados e senadores se uniram para derrubar o veto presidencial, com placares de 318 a 144 na Câmara e 49 a 24 no Senado.Perfeito — então vamos tirar o verniz e deixar o texto com gosto de ferro na boca. 

Eu não escrevo pra agradar, sou alguém que escreve pra incomodar.

🪶 A DOSIMETRIA DA CONVENIÊNCIA

por Zéka Netta

Brasília não perde o costume: muda o discurso, mas mantém o balcão.

Chamaram de “derrota do governo”.

Bonito. Elegante. Educado.

Mas derrota, mesmo, é quando alguém luta.

Ali… o que se viu foi outra coisa: rearranjo.

O tal PL da dosimetria — esse nome técnico que parece coisa de jurista sério — nada mais é do que um ajuste fino na régua da punição.

Uma régua que, curiosamente, sempre entorta dependendo de quem está sendo medido.

Dizem que é justiça.

Eu chamo de calibragem política.

Reduz pena aqui, reinterpreta crime ali…

e pronto: a indignação vira cálculo.

Enquanto isso, no outro canto do tabuleiro, repousa — convenientemente adormecida — a tal CPI do Banco Master, que é o escândalo que mistura desvio de dinheiro público, compra de sentenças, licitações de cartas marcadas, escritórios de advogacia com valores anormais onde a esposa de um ministro recebia mais de 3 milhões mensais para um contrato de 129 milhões, corrupção ativa e passiva, ministros do STF e políticos sócios anônimos, festas privativas dignas de PDidi e J. Epstein em resort de Trancoso dúbio. 

Uma bomba com pavio curto e nomes longos demais.

E que coincidência curiosa, não?

Quando a CPI ameaça acordar, aparece uma pauta urgente.

Quando a pauta avança, a CPI cochila.

Mas calma…

Disseram que não houve acordo.

Principalmente que pó jogo sempre muda suas regras quando começa a água a bater na bunda bem cuidada dos ministros supremos do país ou podíamos chamar de deuses do planalto central.

E eu acredito. Hahahahah.

Acredito tanto quanto acredito em fila de banco que anda rápido

e promessa de campanha cumprida antes da eleição.

Brasília não faz acordo.

Brasília “constrói consensos”.

Consenso é aquele milagre onde todo mundo ganha e ninguém explica como.

O governo perdeu?

Talvez.

Mas quem olha de longe confunde perda com encenação.

Porque, no fundo, o que se viu foi o Congresso lembrando ao Planalto que a caneta pode até ser presidencial…

mas a tinta é coletiva. E diz nas entrelinhas  que para as eleições o apoio precisará de mais e mais emendas.

E quando a tinta seca contra você, meu amigo, não adianta assinar bonito.

Não me impressiona com placar.

Eu olho o jogo.

E nesse jogo, o resultado não foi derrota —

foi aviso.

Aviso de que, em Brasília, justiça não é cega, de vez em quando abre um dos olhos.

Ela enxerga muito bem, mesmo que seja de monóculo.

Principalmente… quem está na plateia.

E a nós que pagamos a conta.


Derrota do desgoverno ou apenas uma manobra de poder?! - por Zéka Netta O Capivara News

 


"Derrota do desgoverno ou apenas uma manobra de poder?!"

Zéka Netta — direto do banco desconfortável da política brasileira

Olha… vou te dizer uma coisa sem nem pedir licença pra diplomacia: chamar isso de “derrota do desgoverno” é quase um carinho. Foi mais um puxão de orelha em praça pública — daqueles que a mãe dá na frente da vizinhança inteira.

A novela da indicação de Jorge Messias escancarou o que muita gente fingia não ver: o governo de Lula não está conduzindo a orquestra… está tentando adivinhar a música enquanto o Senado troca a partitura.

E aí entra o maestro do bastidor: Davi Alcolumbre.

Rompimento? Não. Isso aí é coisa fina. É política no modo silencioso. Alcolumbre não bate porta — ele muda a fechadura. Ou diz:_Os seus quase 12 bilhões em emendas já não nos bastam.

O que aconteceu não foi um ataque frontal. Foi pior: foi um recado. Você não quiz o meu indicado eu não aceito o seu indicado. 

Aquele tipo de recado que não vem em discurso inflamado, mas em silêncio constrangedor. Em demora. Em resistência. Em “vamos ver isso com calma”.

Traduzindo do “senadês” para o português claro:

“Quem manda aqui também somos nós.”

E vamos ser honestos? O Senado cansou de ser figurante. Durante anos, muita indicação passou como quem carimba papel em cartório numa sexta-feira à tarde. Agora não. Agora tem fila, tem cara feia e tem cálculo político até no cafezinho.

Mas cuidado com a euforia dos que já estão abrindo champanhe: isso não é exatamente uma vitória ideológica. É uma vitória de poder. E poder, meu amigo, não tem partido — tem interesse.

O governo errou? Errou sim.

Achou que tinha mais controle do que realmente tem. Política não é sobre quem você nomeia — é sobre quem aceita o nome.

No fim das contas, não foi só sobre Jorge Messias.

Foi sobre um Senado dizendo, com todas as letras não ditas:

“Se quiser jogar, vai ter que negociar. E dessa vez, sem blefe.”

E eu aqui, do meu canto, só observando…

Porque no Brasil, meu caro, até quando parece derrota… alguém está ganhando — só não é quem está falando mais alto.

— Zéka Netta

“O ‘me desculpe’ que não paga a conta” - por Zéka Netta O Capivara News

Eu, se estivesse com o microfone aberto e o fígado aquecido, talvez não deixasse barato. Seria algo mais ou menos assim:

“O ‘me desculpe’ que não paga a conta”

por Zéka Netta

Eu assisti à cena e confesso: não sei se era uma premiação ou um tribunal improvisado com trilha sonora ao vivo. No palco, luzes, aplausos e, de repente, uma acusação lançada como quem joga confete — só que confete não mancha reputação… palavra, sim.

Aí vem o enredo moderno: acusa primeiro, pensa depois… e, quando a realidade bate na porta, abre-se com um tímido “me desculpe”, como se fosse possível rebobinar o constrangimento público com duas palavrinhas quase sussurradas.

As notícias é que tudo foi planejado depois de Edson ter criticado o bolsa família e outras pautas durante seus shows, já havia-se iniciado por uma deputada de esquerda, ligada a ong chamada negro.

Não é sobre quem canta melhor, nem sobre quem tem mais história. É sobre responsabilidade. Palavra dita em público tem peso, tem eco, tem consequência. Não dá pra tratar reputação alheia como se fosse figurino de show — usa, descarta e depois pede desculpa no camarim.

E o mais curioso: o “me desculpe” virou um tipo de moeda desvalorizada. Antigamente, pedir desculpas era reconhecer erro com a mesma intensidade com que se errou. Hoje, parece mais um protocolo de saída elegante — ou tentativa disso.

Fico pensando no músico que foi exposto. Porque enquanto a plateia segue para o próximo número, quem foi atingido continua carregando o ruído da acusação. A memória coletiva não apaga com a mesma rapidez que o pedido de desculpas tenta resolver.

Mesmo sendo considerado herói pelo enfrentamento sua parede antes imaculada fica manchada enquanto ela tenta mais uma vez fazer acusações indevidas, pois a tal defesa às mulheres é seletiva, cadê suas acusações quando o filho de Lula é denunciado por agredir sua mulher ou quando Érika Hilton chama as mulheres de imbecys ?

No fim das contas, o palco revela mais do que talento: revela caráter em tempo real. E caráter, meu caro, não tem playback.

Assinado,

Zéka Netta

Me conta nos comentários, você gosta que minha escrita seja mais ácida, mais humorada ou mais político?

O BRASIL ESTA CADA VEZ MAIS CONFUSO, MAS A CONFUSÃO E BEM MAIOR AINDA !

  O BRASIL ESTA CADA VEZ MAIS CONFUSO, MAS A CONFUSÃO E BEM MAIOR AINDA ! E vem mais confusão por ai....a luz no fim do tunel parece dize...