Eu, se estivesse com o microfone aberto e o fígado aquecido, talvez não deixasse barato. Seria algo mais ou menos assim:
“O ‘me desculpe’ que não paga a conta”
por Zéka Netta
Eu assisti à cena e confesso: não sei se era uma premiação ou um tribunal improvisado com trilha sonora ao vivo. No palco, luzes, aplausos e, de repente, uma acusação lançada como quem joga confete — só que confete não mancha reputação… palavra, sim.
Aí vem o enredo moderno: acusa primeiro, pensa depois… e, quando a realidade bate na porta, abre-se com um tímido “me desculpe”, como se fosse possível rebobinar o constrangimento público com duas palavrinhas quase sussurradas.
As notícias é que tudo foi planejado depois de Edson ter criticado o bolsa família e outras pautas durante seus shows, já havia-se iniciado por uma deputada de esquerda, ligada a ong chamada negro.
Não é sobre quem canta melhor, nem sobre quem tem mais história. É sobre responsabilidade. Palavra dita em público tem peso, tem eco, tem consequência. Não dá pra tratar reputação alheia como se fosse figurino de show — usa, descarta e depois pede desculpa no camarim.
E o mais curioso: o “me desculpe” virou um tipo de moeda desvalorizada. Antigamente, pedir desculpas era reconhecer erro com a mesma intensidade com que se errou. Hoje, parece mais um protocolo de saída elegante — ou tentativa disso.
Fico pensando no músico que foi exposto. Porque enquanto a plateia segue para o próximo número, quem foi atingido continua carregando o ruído da acusação. A memória coletiva não apaga com a mesma rapidez que o pedido de desculpas tenta resolver.
Mesmo sendo considerado herói pelo enfrentamento sua parede antes imaculada fica manchada enquanto ela tenta mais uma vez fazer acusações indevidas, pois a tal defesa às mulheres é seletiva, cadê suas acusações quando o filho de Lula é denunciado por agredir sua mulher ou quando Érika Hilton chama as mulheres de imbecys ?
No fim das contas, o palco revela mais do que talento: revela caráter em tempo real. E caráter, meu caro, não tem playback.
Assinado,
Zéka Netta
Me conta nos comentários, você gosta que minha escrita seja mais ácida, mais humorada ou mais político?

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