sábado, 27 de junho de 2026

BAIXAR O SARRAFO: A MAQUIAGEM DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA



BAIXAR O SARRAFO: A MAQUIAGEM DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA

Por Zéka Netta 

Há uma velha estratégia utilizada por quem não consegue melhorar os resultados: muda-se o critério da avaliação.


Se o atleta não consegue saltar um metro e oitenta, abaixa-se o sarrafo para um metro e vinte.


No boletim, ele aparece como campeão.


Na vida real, continua saltando um metro e vinte.


Foi exatamente essa imagem que me veio à cabeça ao observar as recentes mudanças nas regras de aprovação do ensino médio em diversos estados brasileiros.


O discurso oficial é bonito. Fala-se em combate à evasão escolar, inclusão, acolhimento, recuperação paralela e respeito às dificuldades dos estudantes.


Tudo isso é importante.


Mas existe uma pergunta que parece proibida:


O aluno aprendeu?


Porque uma coisa é oferecer novas oportunidades para aprender.


Outra, completamente diferente, é permitir que ele avance de série devendo seis disciplinas fundamentais e chamar isso de sucesso educacional.


Se um estudante não demonstrou domínio em seis matérias essenciais, em que sentido podemos afirmar que concluiu aquela etapa da educação?


Aprovação não é aprendizagem.


É apenas aprovação.


Imagine um piloto de avião reprovado em seis competências técnicas.


Um engenheiro sem dominar seis conteúdos essenciais.


Um médico que não compreendeu seis disciplinas fundamentais da graduação.


Você embarcaria nesse avião?


Moraria na casa construída por esse engenheiro?


Aceitaria ser operado por esse médico?


Então por que aceitamos isso justamente na educação, que forma todas as outras profissões?


A resposta talvez esteja nos números.


O Ideb não mede apenas desempenho nas provas.


Ele também considera o fluxo escolar, isto é, quantos alunos são aprovados.


Logo, quando aumentam as aprovações, o indicador melhora, mesmo que a aprendizagem permaneça praticamente igual.


É uma conta elegante.


Os gráficos sobem.


Os discursos ficam otimistas.


As entrevistas comemoram.


Enquanto isso, professores continuam enfrentando alunos que chegam às séries seguintes carregando deficiências acumuladas ano após ano.


A pandemia nos deixou uma lição dolorosa.


Milhões de estudantes foram promovidos mediante atividades remotas, trabalhos enviados pela internet e avaliações pouco supervisionadas.


Anos depois, as avaliações nacionais mostraram o tamanho das perdas de aprendizagem.


Agora reaparece a promessa de que uma recuperação paralela resolverá tudo.


Mas fica a pergunta:


Quem garante que os trabalhos foram realmente feitos pelo aluno?


Quem verifica se ele compreendeu o conteúdo?


Quem comprova que aquela recuperação recuperou conhecimento e não apenas uma nota?


Educação não se faz com confiança cega.


Faz-se com avaliação séria.


Porque recuperar significa aprender novamente.


Não apenas preencher um formulário.


Não apenas responder um questionário on-line.


Não apenas cumprir uma formalidade administrativa.


Há uma enorme diferença entre combater a evasão escolar e combater a ignorância.


A primeira enche as salas de aula.


A segunda enche as mentes de conhecimento.


Se precisarmos baixar o sarrafo para que todos consigam passar, talvez o problema nunca tenha sido o sarrafo.


Talvez tenhamos desistido de ensinar as pessoas a saltar.


E uma nação que troca o esforço de ensinar pela facilidade de aprovar pode até produzir estatísticas bonitas.


Mas dificilmente produzirá cidadãos preparados para construir um país melhor.



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sexta-feira, 26 de junho de 2026

Ação de Israel para a tragédia da Venezuela

 


O Ministério das Relações Exteriores de Israel informou hoje (25) que o país está se preparando para enviar uma delegação de ajuda humanitária à Venezuela, após a série de devastadores terremotos que atingiram o país ontem (24).


O Ministério da Saúde também está se preparando para enviar uma delegação de ajuda médica ao país sul-americano, que incluirá a formação de equipes médicas, logísticas e de resposta a emergências.


As ofertas de ajuda surgem após um terremoto de magnitude 7,2 ter atingido cerca de 160 km a oeste de Caracas, seguido menos de um minuto depois por um tremor de magnitude 7,5, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos. Vários prédios desabaram em questão de minutos.


Estima-se que o número de mortos deva ultrapassar 10 mil pessoas.


Israel tem um longo histórico de missões humanitárias e de busca e resgate em desastres naturais ao redor do mundo. Alguns exemplos são Marrocos e Haiti, após terremotos em 2023 e 2010, respectivamente; Colômbia, após enchente em 2010; e Brumadinho, no Brasil, após o rompimento da barragem da Vale.


Em tempos de tragédia, salvar vidas vem em primeiro lugar. Nossos pensamentos estão com o povo da Venezuela e com todos os que foram impactados por este desastre.

quinta-feira, 25 de junho de 2026

A censura não é a solução: O valor da liberdade de expressão na "Era Digital".

 


 A censura não é a solução: O valor da liberdade de expressão na "Era Digital".


Vivemos em um tempo onde o acesso à informação está ao alcance de um clique. A internet e as redes sociais democratizaram a troca de ideias, permitindo que milhões de vozes se manifestem e que inúmeras verdades emergem, muitas vezes desafiando narrativas consolidadas. Mas, nesse contexto, surge também um perigoso movimento: a censura disfarçada de proteção contra notícias falsas.


Censura nunca foi sobre proteger a sociedade. Se fosse, estaríamos diante de debates públicos saudáveis, e não de silenciamento seletivo. Historicamente, sempre que as ferramentas de censura se consolidaram, o alvo real foram as verdades incômodas, as críticas legítimas e a pluralidade de ideias.


Sim, notícias falsas são um problema. Mas precisamos reconhecer que já existem leis e mecanismos para lidar com isso. Em vez de remover conteúdos às pressas ou silenciar contas, que tal promover educação digital e ampliação do acesso à justiça? Afinal, quem foi vítima de calúnia, injúria ou difamação tem meios legais para buscar reparação e expor a verdade.Impor censura na internet é como querer tampar o sol com as mãos: um ato que limita nossa visão, elimina nuances e enfraquece a sociedade. Para cada narrativa censurada, há um indivíduo ou grupo cujo direito de se expressar foi tolhido.


Defender a liberdade de expressão é abraçar a diversidade de pensamentos, aceitar o desconforto de ouvir opiniões diferentes e manter um compromisso ético com a verdade. É reforçar o papel da internet como um espaço público de troca de ideias, debates e, sim, de erros que precisam ser corrigidos, mas não calados.


Vamos defender a transparência e o diálogo, não a opacidade do silenciamento. O combate à desinformação começa na conscientização e na aplicação adequada das leis, não na censura. E nunca esqueçamos: quem controla o que pode ser dito, inevitavelmente controla o que pode ser pensado.


-Abilio Machado 


#LiberdadeDeExpressão

#CensuraNão #InternetLivre

#Democracia

#Transparência

segunda-feira, 22 de junho de 2026

Será que o fim da USAID vai impactar também no Brasil?


 A mudança na política externa dos Estados Unidos durante a administração de Donald Trump, marcada pelo corte de recursos destinados à Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), coincidiu com uma sequência de vitórias eleitorais de candidatos alinhados à direita em países da América Latina.


Desde então, Chile, Bolívia, Peru, Equador, Honduras, Colômbia e Costa Rica passaram a ser governados por líderes que setores da imprensa internacional costumam classificar como representantes da “ultradireita”.


Os presidentes José Antonio Kast, Jaime Paz, Keiko Fujimori, Daniel Noboa, Nasry Asfura, Abelardo De la Espriella e Laura Fernández simbolizam uma mudança no cenário político regional.


O avanço dessas lideranças é um reflexo do desgaste de grupos progressistas que, durante anos, contaram com o apoio de organizações e programas financiados por recursos internacionais.


A sucessão de resultados eleitorais demonstra uma reconfiguração política em curso no continente, com crescimento de pautas conservadoras e de direita em diversos países latino-americanos.

Lula e suas 74 empregadas ...

 


Uma declaração antiga de Lula voltou a repercutir nas redes sociais. Na ocasião, o presidente afirmou que “o mundo só vai melhorar quando não houver mais empregadas domésticas”, defendendo que cada pessoa deveria cuidar da própria casa e das próprias tarefas domésticas.


A fala gerou debates e diferentes interpretações. Enquanto apoiadores afirmam que o presidente defendia uma divisão mais justa das tarefas do lar e a valorização do trabalho doméstico, críticos apontam uma contradição em relação à estrutura mantida pela Presidência da República.


Em outubro de 2023, o jornalista Cláudio Humberto publicou uma coluna informando que a estrutura do Palácio da Alvorada contava com 74 funcionários que se revezariam para atender às demandas da residência oficial. Segundo a publicação, entre os profissionais estariam motoristas, cozinheiros, garçons, camareiras e outros servidores de apoio.


A informação de 74 funcionários foi divulgada pelo jornalista e reproduzida por diversos veículos de comunicação à época.

sábado, 20 de junho de 2026

A sociedade atual transformou o absurdo em rotina...

 A sociedade atual transformou o absurdo em rotina. 


Discursos políticos que invertem realidade, conversas com amigos onde o óbvio vira debate, filmes e livros que celebram o caos como progresso. Tudo isso se repete tanto que perdemos a noção do ridículo.


Só o humor revela o fundo do poço diante do apodrecimento intelectual que nos cerca e por isso é tão perseguido.


A capacidade de criar e assimilar humor está diretamente ligada ao nível de inteligência do ser humano. E é por isso que o povinho das minorias não só não tem a menor graça (riem forçadamente do que adula a ideologia), como também perseguem aqueles capazes de criar sketches como essa.


O ser humano, por natureza, se adapta.


O que era impensável ontem vira normal hoje.


Essa capacidade, porém, é arma nas mãos de uma pequena elite com más intenções e sede de poder e controle.


Elas sabem que, com o tempo e uma avalanche de narrativas, trabalhos acadêmicos, reportagens e pesquisas falsas, aceitamos qualquer distorção.


Assim moldam uma sociedade doente, onde família, verdade e bom senso são atacados sem reação.


Rejeitar e fazer chacota é resistir antes que o absurdo vire herança para nossos filhos.



#nãoesqueço #sketch #humor #netflix #legendado

Entenda o pé de meia e o impacto na compra de votos...

 


Um registro em vídeo produzido por dois adolescentes tem circulado amplamente nas redes sociais, contendo críticas direcionadas ao programa federal Pé-de-Meia. No material, os jovens classificam a iniciativa como um mecanismo de incentivo financeiro que, na visão deles, possuiria motivação eleitoreira, referindo-se especificamente à parcela de 200 reais paga como auxílio-matrícula. O conteúdo despertou discussões polarizadas entre diversos usuários na internet.


O programa Pé-de-Meia, estabelecido pelo governo federal, destina-se a promover a permanência escolar e a conclusão do ensino médio entre alunos da rede pública que compõem famílias de baixa renda, preferencialmente cadastradas no CadÚnico. O modelo de incentivo financeiro é estruturado em diferentes etapas, abrangendo desde a matrícula até a conclusão dos anos letivos e a participação em avaliações como o Enem, podendo atingir o valor global de 9,2 mil reais ao longo do ciclo.


No debate público, vozes contrárias à medida apontam que a distribuição de valores a estudantes em períodos próximos a processos eleitorais pode levantar questionamentos sobre o uso político de políticas sociais. Em contrapartida, defensores sustentam que a proposta configura uma política de Estado voltada ao combate à evasão escolar e à mitigação de desigualdades, garantindo suporte econômico para que o estudante mantenha sua trajetória acadêmica.

Veja o vídeo 

Até o momento, não houve qualquer determinação judicial ou manifestação de órgãos de controle que caracterizasse o programa como prática de compra de votos. As alegações presentes no vídeo refletem uma opinião política sobre a iniciativa, que segue sendo executada pelo Poder Executivo sob a justificativa de ser um instrumento de fomento à educação e à continuidade escolar.


BAIXAR O SARRAFO: A MAQUIAGEM DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA

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