O Ministro que se Acha Legislador na República Capivariana
Por Zéka Netta
Na República Capivariana, onde o surreal vira rotina e o absurdo é o prato do dia, tivemos mais um episódio digno de uma comédia pastelão. Nosso ministro comunista — sim, aquele mesmo que já foi manchete na novela dos respiradores superfaturados e nunca entregues — resolveu se reinventar. Agora, acredita que tem superpoderes legislativos.
Sim, caro leitor: ele não apenas sugeriu, não apenas opiniou. Ele decretou como se fosse dono da Constituição: “O Brasil não vai cumprir as diretrizes de sanção da globalmag.” Uma frase de impacto, digna de palanque de sindicato. O detalhe? Esqueceu que ministro não legisla. Não pode. Não deve. Mas na República Capivariana, quem se importa?
Enquanto isso, os bancos — aqueles monstros frios que só reagem a números e não a discursos inflamados — começaram a sentir no bolso. No primeiro dia, ações despencaram. O investidor abriu o aplicativo e viu o vermelho gritando. Não era natal, não era decoração de festa junina, era dinheiro evaporando. O ministro fala, o mercado responde. E a resposta foi clara: o país virou uma comédia cara.
E o mais curioso é a obsessão quase romântica do nosso protagonista em blindar Alexandre de Moraes. É um amor político digno de novela mexicana. Só falta tatuar no braço: “Em Moraes we trust”. A impressão que passa é que todo esse teatro legislativo paralelo não passa de cortina de fumaça para proteger o “herói” do STF.
A ironia é dura: o homem que não entregou respiradores quer entregar agora a soberania do país em nome de um delírio jurídico. O mesmo que superfaturou ar no passado, agora superfatura discursos.
Na visão de Zéka Netta, esse espetáculo só confirma o que já sabemos:
Na República Capivariana, ministro legisla, presidente aplaude, Supremo é divindade olímpica e o povo paga ingresso para assistir, mas nunca escolhe a cadeira. O resultado? Capivaras gordas à beira do rio e investidores nadando no prejuízo.
E o país? Continua respirando — sem respiradores.

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