quarta-feira, 29 de abril de 2026

A manipulação da sabatina e mais alguns pontos observados - O Capivara News

 


Eu aconpanhando a manipulação à sabatina, a retirada de Moro e a colocação em seu lugar de Renan Filho e, confesso, não veho ali um ritual de democracia — vejo um teatro bem ensaiado. Sento como cidadão, levanto como espectador de um roteiro já decidido. Para a entrada de alguém tão alinhado ao governo, um verdadeiro mensageiro de Dilma Rousseff, quem não lembra da carta para cargo a Lula durante a Lava Jato, e agora como paga é uma cadeira no Supremo Tribunal Federal, tal atitude deveria provocar um debate profundo. Mas o que vejo é um silêncio do Senado e Câmara, e também da mídia que se cala e se esquece, o incrível que é uma pauta de conduta moral e ética onde deveria haver confronto, e perguntas que cabem inquietações duras.

Não dá mais para fingir neutralidade diante do óbvio: a sabatina, que deve ser um filtro, vira carimbo pré aprovatorio de uma prevaricação escancarada. E carimbo não questiona, apenas valida.

O que mais me incomoda não é só a indicação — todo governo indica, isso faz parte do jogo —, mas a forma como se constrói a narrativa para torná-la “natural”. Quando um nome chega com posições tão claras, como a defesa aberta de pautas sensíveis — entre elas o aborto —, o mínimo que se espera é um debate honesto, sem maquiagem institucional. Mas o que se vê é uma tentativa de suavizar convicções, como se fossem meros detalhes técnicos, e não princípios que impactam diretamente a sociedade, na família e na fé.

Eu fico me perguntando: em que momento a sabatina deixa de ser um espaço de escrutínio para virar uma cerimônia de confirmação?

Porque não se trata apenas de ideologia. Trata-se de independência. Um ministro do STF não pode parecer extensão de governo nenhum, mesmo que já vimos acontecer com o celebrado primeiro ministro comunista Flávio Dino e o advogado particular e amigos Zanin. Quando isso acontece — ou pior, quando isso parece acontecer — a confiança pública começa a rachar. E confiança, uma vez quebrada, não se reconstrói com discursos bonitos, principalmente com as atitudes parciais e constituição rasgada pelos ministros que incluem criações de punições sem respaldo jurídico e penal existente.

Estou com a sensação doída de que não estão propícios ali para avaliar, mas para legitimar. E isso é perigoso. Muito mais do que qualquer posicionamento individual, o que está em jogo é a credibilidade de uma instituição que deveria estar acima de interesses momentâneos.

Talvez eu esteja sendo duro. Talvez. Mas prefiro o incômodo da lucidez ao conforto da ingenuidade.

Porque, no fim das contas, não é sobre um nome.

É sobre o que estamos permitindo que se torne normal, um comunismo jurídico institucionalizado que não deixará uma oposição administrar ou legitimizará a ditadura judicial já instalada a mais de 07 anos. 

E a pergunta que fica: _ Seria mais um passo do tal plano de poder tão mencionado inclusive pelo hoje defensor deste plano Gilmar que um dia afirmou que o lulismo tinha feito uma reserva de dinheiro e plano de governo até 2036 ?

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