sexta-feira, 1 de maio de 2026

A ESCALADA DO VAZIO

 

Eu aqui, ajeito o meu paletó imaginário, olho por cima dos óculos — mesmo sem usá-los — e escrevo:

A ESCALADA DO VAZIO

Tem gente que não debate… transborda desespero.

Começa assim: o sujeito entra numa conversa com a confiança de quem assistiu dois vídeos e leu meio parágrafo de legenda. Aí encontra alguém que… pasmem… argumenta. Pronto. É o início do fim. Não do mundo — do repertório dele.

Quando o argumento acaba, nasce o espetáculo.

Primeiro ato:

“Você está errado.”

Segundo ato:

“Você não entende nada.”

Terceiro ato:

“Quem é você pra falar?”

E então, senhoras e senhores… o gran finale da miséria intelectual:

“Tem que cancelar!”

"Segue a linguagem do ...insta"

“Tem que calar!”

“Tem que sumir!”

— e, em casos mais requintados de barbárie —

“Tem que morrer.”

Mesmo que seja uma criança, quem não lembra da filha caçula de Bolsonaro e a filha de Justus.

Olha que interessante: o tema morreu antes da pessoa ser condenada. Ninguém mais discute a ideia. O alvo agora é o CPF, a cara, a história, o jeito de respirar do outro. O debate vira um tribunal, onde se tornam carrascos sem juiz — só carrascos voluntários para defender seu status ideológicos é só assistir o pod cast titiracaticacast a entrevista com Ana Paula Renault, e a manipulação da Globo na sua participação no bb26 e a sondagem do PT para que saia candidata pelo partido, assistam e se assustem com sua palavras ideologicas.

E o mais curioso?

Chamam isso de “consciência social”.

Mas eu, Zéka Netta, com meu ceticismo de botequim e minha lucidez de esquina, digo: isso não é consciência… é impotência argumentativa fantasiada de virtude.

Porque quem tem argumento não precisa gritar.

Quem tem ideia não precisa destruir a pessoa.

Quem tem razão não precisa convocar linchamento.

A escalada da agressão é o idioma de quem ficou sem palavras — e resolveu substituir vocabulário por violência.

E cá entre nós…

Quando alguém precisa desejar a morte do outro pra sustentar o próprio ponto… já morreu por dentro faz tempo — só esqueceram de avisar o corpo.

Zéka Netta

(Observador profissional de naufrágios mentais)

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