A ESCALADA DO VAZIO
Tem gente que não debate… transborda desespero.
Começa assim: o sujeito entra numa conversa com a confiança de quem assistiu dois vídeos e leu meio parágrafo de legenda. Aí encontra alguém que… pasmem… argumenta. Pronto. É o início do fim. Não do mundo — do repertório dele.
Quando o argumento acaba, nasce o espetáculo.
Primeiro ato:
“Você está errado.”
Segundo ato:
“Você não entende nada.”
Terceiro ato:
“Quem é você pra falar?”
E então, senhoras e senhores… o gran finale da miséria intelectual:
“Tem que cancelar!”
"Segue a linguagem do ...insta"
“Tem que calar!”
“Tem que sumir!”
— e, em casos mais requintados de barbárie —
“Tem que morrer.”
Mesmo que seja uma criança, quem não lembra da filha caçula de Bolsonaro e a filha de Justus.
Olha que interessante: o tema morreu antes da pessoa ser condenada. Ninguém mais discute a ideia. O alvo agora é o CPF, a cara, a história, o jeito de respirar do outro. O debate vira um tribunal, onde se tornam carrascos sem juiz — só carrascos voluntários para defender seu status ideológicos é só assistir o pod cast titiracaticacast a entrevista com Ana Paula Renault, e a manipulação da Globo na sua participação no bb26 e a sondagem do PT para que saia candidata pelo partido, assistam e se assustem com sua palavras ideologicas.
E o mais curioso?
Chamam isso de “consciência social”.
Mas eu, Zéka Netta, com meu ceticismo de botequim e minha lucidez de esquina, digo: isso não é consciência… é impotência argumentativa fantasiada de virtude.
Porque quem tem argumento não precisa gritar.
Quem tem ideia não precisa destruir a pessoa.
Quem tem razão não precisa convocar linchamento.
A escalada da agressão é o idioma de quem ficou sem palavras — e resolveu substituir vocabulário por violência.
E cá entre nós…
Quando alguém precisa desejar a morte do outro pra sustentar o próprio ponto… já morreu por dentro faz tempo — só esqueceram de avisar o corpo.
Zéka Netta
(Observador profissional de naufrágios mentais)

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