sexta-feira, 8 de maio de 2026

LETRAMENTO RACIAL por Zéka Netta O Capivara News

 


LETRAMENTO RACIAL

por Zéka Netta

Rapaz… eu li “Letramento Racial” e achei que era curso novo do MEC.

Pensei:

— “Pronto… agora além de aprender português, matemática e geografia, a criança vai ter que tirar carteira de identidade ideológica na segunda série.”

Daqui a pouco o boletim vem assim:

Matemática: 7,5

Português: 8,0

Ciências: 6,0

Consciência Militante Aplicada: em recuperação.

O mundo anda tão desesperado para classificar gente que inventaram um vocabulário onde ninguém mais é apenas humano.

Agora tudo precisa virar categoria, grupo, etiqueta, divisão, subtítulo e manual de convivência.

A criança chega na escola querendo brincar de pega-pega…

e o adulto já quer transformar o recreio num congresso sociológico da ONU.

Veja bem: combater racismo é necessário.

Educar sobre respeito é obrigação.

Ensinar história verdadeira é honestidade.

Mas existe uma diferença enorme entre conscientizar… e fabricar lentes para que a criança enxergue o mundo exclusivamente pela raça.

Porque dependendo da forma como isso é feito, o sujeito para de olhar pessoas…

e passa a olhar tonalidades Pantone humanas.

“Esse aqui pertence ao grupo A.”

“Aquele ao grupo B.”

“Você fala daqui.”

“Você cala dali.”

“Seu sofrimento vale tanto.”

“O do outro vale menos.”

Daqui a pouco vão criar até bingo social:

— “Negro, branco, pardo, indígena… COMPLETE SUA CARTELA E GANHE UM TRAUMA COLETIVO!”

O problema é que certas ideias nascem dizendo que querem unir…

mas sobrevivem alimentando separação.

E nisso aparece um novo tipo de racismo moderno:

o racismo gourmetizado.

Aquele embalado em palavras acadêmicas, PDFs coloridos e palestras de auditório climatizado.

Porque antigamente o preconceito dizia:

“Você não pode sentar aqui.”

Hoje alguns discursos parecem dizer:

“Você só pode falar daqui.”

Mudou a embalagem…

mas o ser humano continua sendo encaixotado.

E o mais curioso é que muitos adultos projetam nas crianças conflitos que elas nem tinham ainda.

Menino pequeno não nasce odiando cor.

Ele nasce querendo saber quem trouxe bolacha recheada pro lanche.

Mas o adulto moderno olha pra inocência infantil e pensa:

“Isso está pouco politizado.”

Aí começa a catequese ideológica precoce.

Não demora e teremos:

Jardim II Antirracista Avançado;

Prézinho Interseccional;

Maternal de Desconstrução Estrutural.

E o coitado do menino só querendo desenhar dinossauro.

No fim, talvez a maior educação ainda seja aquela velha e quase esquecida: ensinar dignidade, empatia, respeito e humanidade sem transformar cada encontro humano num tribunal identitário.

Porque quando toda conversa começa separando pessoas em blocos…

o risco é terminar esquecendo aquilo que mais assusta os fanáticos de qualquer lado:

que somos todos absurdamente humanos.


#racial #letramento #classificacao #divisao

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