terça-feira, 30 de setembro de 2025

A Era Fachin e o Espelho da Hipocrisia- Capivara News

 


A Era Fachin e o Espelho da Hipocrisia

Por Zéka Netta 

Zeka Netta aponta o curioso fenômeno da política brasileira: quando Vera Lúcia fala em ditadura, parece esquecer que muitas vezes repete os mesmos vícios autoritários que diz combater. É como criticar o veneno enquanto bebe do próprio cálice.

E então surge Fachin, com a frase de impacto: “o STF luta pela minoria”. Bonito para o Twitter, digno de aplausos em auditório, mas na prática soa como piada de mau gosto. Afinal, quando a caneta cai sobre a mesa, quem mais sofre são justamente as minorias que ele finge proteger.

A era Fachin não começou com um ato, mas com um espetáculo: um tribunal que gosta mais de discurso que de coerência. Um palco em que se condena em voz alta aquilo que, nos bastidores, se pratica em silêncio. A hipocrisia veste toga, mas continua sendo hipocrisia.

No fundo, é sempre o mesmo jogo de espelhos: acusar o outro do próprio reflexo, acreditar que palavras podem apagar contradições. Só que, na vida real, o público já está cansado dessa encenação.

E falando em encenação: Falemos do monstro às costas, afinal Moraes é seu vice,  ou seja quem realmente presidirá o STF,  fica engasgado, pois parece que o nosso odiado carecacio foi estrategicamente colocado como sussurro fantasmagórico, uma entrelinhas vedada: vai ganhar o salário aumentado de presidente,  mas em nenhum momento pense que vai comandar a bagaça toda.

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#EraFachin #HipocrisiaPolítica #STF #VeraLúcia #BrasilDeFachada #MinoriaEsquecida #TeatroDoPoder

Barroso: O Zumbi da Suprema Corte 🧟

 


🤡  PERDEU MANÉ!  🤡

Barroso: O Zumbi da Suprema Corte 🧟


Artigo fundamental publicado pela Gazeta do Povo acaba de retratar com perfeição o ocaso do nosso iluminista tupiniquim — o pavão-mor recivilizador.


No livro Sem ‘data venia’: um olhar sobre o Brasil e o mundo, Luís Roberto Barroso dedica um capítulo inteiro à sua devota relação com os EUA. Sem constrangimento, louva os méritos da economia liberal americana — ao mesmo tempo em que revela, com orgulho, ter votado em Brizola e Lula em 1989, indo à embaixada brasileira em Washington. O mesmo Brizola que, segundo ele, o fez deixar a procuradoria no Rio porque “a grana ficou apertada” no segundo mandato do governador socialista.


Foi intercambista aos 15 anos no Meio-Oeste americano. Estudou em Yale. Trabalhou no escritório Arnold & Porter. Foi Visiting Scholar em Harvard. “Ia em janeiro, em julho e nos feriados prolongados para estudar e escrever”, conta. E confessa: “Me apaixonei por Cambridge… fiz do lugar meu refúgio acadêmico, onde me escondo para escrever e estudar” — já como ministro do STF.


Com toda pompa, gaba-se: “Hoje, tenho uma posição na Harvard Kennedy School, como Senior Fellow. Dou palestras para professores, alunos e para o board do Carr Center for Human Rights Policy.” E arremata: “Volto a Yale uma vez por ano para um encontro de juízes de supremas cortes.”


Mas o que o livro não diz, jornalistas apuraram: Barroso tem parte relevante de seu patrimônio investido em empresas americanas, possui imóveis nos EUA, e seu filho vive lá, atuando numa instituição financeira.


Até sua frase mais emblemática — o lacônico e autoritário “Perdeu, mané” — foi dita em solo americano, a caminho de um evento do Grupo LIDE, em Nova York. A vida de Barroso era meio lá, meio cá. Se o Brasil era sua casa funcional, os EUA eram seu templo. O altar onde celebrava a deusa da razão. Onde professava sua fé iluminista. O Éden dos valores liberais. O solo sagrado de sua identidade pública.


Mas o templo o expulsou.


Quando teve seu visto cancelado por ordem direta do Secretário de Estado dos EUA, Barroso tremeu. Não se noticiou oficialmente, mas é fácil imaginar o impacto: anos de esbulho constitucional passaram-lhe pela memória como um filme cruel. As pupilas se dilataram. Escamas de ilusões se romperam e caíram de seus olhos togados. A máscara ressequida do civilismo iluminado se desfez.


Ao senso comum, os atos do 8 de Janeiro soam hoje como vandalismo isolado: sem comando, sem armas, sem vítimas, num domingo, em pleno recesso. Mas a Barroso — mestre da ponderação — talvez tenha vindo a epifania: chamar aquilo de “tentativa de golpe” e condenar milhares para destruir um inimigo político foi um exagero que agora cobra seu preço.


Ao saber do cancelamento do visto, febril, sua parcialidade transbordava pelos poros como suor acre — a bile dos juízes facciosos. Evitou o assunto. Mas os sinais estavam lá: olheiras profundas, voz fraca, cenho encovado, altivez reduzida à postura cabisbaixa. Barroso se transfigurou.


Agora, diante das declarações de que poderá ser sancionado sob o Global Magnitsky Act, acusado de ser violador contumaz de direitos humanos, resta-lhe morrer em vida. Tornar-se o primeiro zumbi da Suprema Corte. Uma minoria, enfim, sem representatividade.


O pavão que se acreditava um Thomas Jefferson dos trópicos vive agora seu choque de realidade. Não será lembrado como herói civilizatório, mas como violador de direitos humanos terceiro-mundista, lançado à vala comum dos juízes bolivarianos e dos tiranetes africanos. Que venha logo a Magnitsky sobre ele.


Não há pena para quem, deliberadamente, destruiu a vida de centenas de inocentes. A nódoa de violador de direitos humanos é indelével. Aquele que antes se deleitava com a bajulação, ao experimentar o desprezo dos mesmos ambientes que o adulavam, conhecerá a dor mais aguda. E essa queda — pública, simbólica, inexorável — o conduzirá à mais escura das depressões.


Está consumado:

Perdeu, Mané. 🤡

 O mundo não é ruim, só é mal frequentado - Por Zéka Netta 

 




O mundo não é ruim, só é mal frequentado

Por Zéka Netta 

Quantas vezes nos pegamos reclamando do mundo, julgando-o como um lugar cheio de problemas, injustiças e más intenções? A frase “O mundo não é ruim, só é mal frequentado” nos convida a refletir sobre a responsabilidade que temos na escolha das companhias, ambientes e hábitos que cultivamos.


O mundo, por si só, é um espaço neutro. Ele oferece oportunidades, beleza, aprendizado e desafios. Mas é a frequência, a convivência e o contexto que moldam nossas percepções e experiências. Se nos cercamos de pessoas que criticam, invejam ou manipulam, é natural que o mundo pareça sombrio. Se, ao contrário, buscamos ambientes de apoio, honestidade e bondade, descobrimos que o mundo pode ser inspirador e acolhedor.


Essa frase também nos alerta sobre a importância da seleção consciente: das amizades, dos lugares que frequentamos, das redes sociais que consumimos. Não é o mundo que muda, mas a nossa interação com ele. Um café com amigos que compartilham valores positivos pode transformar uma manhã comum em um momento de crescimento. Uma leitura, uma caminhada ou uma conversa sincera podem revelar nuances de beleza e aprendizado que estavam escondidas atrás do barulho e da negatividade.


Além disso, a expressão sugere que a percepção do mundo é reflexo direto de nossas escolhas. Se sentimos medo, frustração ou desânimo, talvez seja hora de rever os contextos em que nos colocamos. Mais do que criticar ou tentar mudar o mundo inteiro, podemos começar por ajustar nossas frequências: a quem damos atenção, onde gastamos nosso tempo e com quem compartilhamos nossos pensamentos.


No fundo, a frase é um convite à responsabilidade e à maturidade: o mundo não precisa ser bom ou ruim, ele apenas reage ao nosso modo de escolhê-lo. Ao cercar-se de pessoas, hábitos e experiências que elevam, aprendemos que a vida pode ser leve, significativa e cheia de encontros enriquecedores. O problema não é o mundo; é a má frequência que damos a ele.


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Quanto mais corrupto for o Estado, mais numerosas serão suas leis (Montesquieu)- Capivara News

 


Quanto mais corrupto for o Estado, mais numerosas serão suas leis (Montesquieu)

Por Zéka Netta 

Montesquieu, o grande pensador francês do século XVIII, já alertava que a proliferação de leis em um país pode ser sintoma de corrupção e desequilíbrio no poder. A frase “Quanto mais corrupto for o Estado, mais numerosas serão suas leis” não se refere apenas ao volume de normas, mas à necessidade do poder em controlar, vigiar e justificar seus próprios abusos.


Quando o Estado é íntegro, suas leis são claras, enxutas e focadas no bem comum. Elas existem para guiar a sociedade, proteger direitos e organizar a vida coletiva. Mas quando a corrupção domina, o cenário se inverte: surgem leis sobre leis, regulamentos sobre regulamentos, códigos sobre códigos — muitas vezes confusos, contraditórios e arbitrários. A lei deixa de ser um instrumento de justiça e passa a ser um instrumento de poder.


Por que isso acontece? Porque líderes e burocracias corruptas percebem que normas isoladas não bastam para manter a ordem que lhes favorece. Quanto mais complexas e numerosas forem as leis, mais fácil será criar brechas, punir inimigos e premiar aliados. O excesso legislativo funciona como uma cortina de fumaça: os cidadãos se perdem em detalhes, enquanto o real interesse do Estado corrupto segue protegido e invisível.


Outro ponto é que a multiplicidade de leis gera medo e insegurança. As pessoas começam a desconfiar do que é certo ou errado, do que é permitido ou proibido. Em um ambiente assim, a moralidade deixa de ser interna e passa a depender do receio de punições, reforçando um ciclo de desconfiança e controle.


O alerta de Montesquieu continua atual: não se trata apenas de números. Trata-se da essência das leis, da sua função de servir ao povo e não de servir ao poder. Em qualquer sociedade, a qualidade da legislação é reflexo da saúde ética de quem governa. E quanto mais corrompido o Estado, mais as leis deixam de ser bússolas e se tornam grades invisíveis.


Refletir sobre isso é urgente. Em tempos em que a legislação cresce sem transparência, precisamos sempre questionar: quem se beneficia com tantas normas? Quem lucra com a complexidade do sistema? Porque, muitas vezes, menos leis e mais justiça valem mais do que centenas de páginas que só escondem privilégios.


quarta-feira, 24 de setembro de 2025

Estamos Criando Monstros? O Risco das Sanções e a Retaliação Interna

 


Estamos Criando Monstros? O Risco das Sanções e a Retaliação Interna

Por Zéka Netta sempre com seus olhos capivarianos atento ao que acontece no país, ao olhar assustado a Primeira Dama na ONU vestida com a jaqueta pró Palestina - assustado porque segundo seu currículo ela seria formada em sociologia, mas desconhece aquilo que busca defender. É como o grupo da flotilha cheio de homoafetivos que estão indo defender grupo de terroristas que os jogariam de prédios e decapitariam por serem quem são, é uma ânsia de serem subjugados, me faz lembrar da música popularizada por Fábio Jr. que diz: _ Deixam o céu por ser escuro e vão ao inferno a procura de luz! E aqui ouvimos os absurdos do discurso do descondenado e o anzol em que caiu ao cruzar com Trump, pois naõ poderá mais dizer que não lhe querem dar diálogo, agora se for na reunião será obrigado a conversar e se não comparecer mostrará ao mundo que quem não quer dialogo é ele e não Trump. Mas pensava sobre isso a alguns dias... ESTARÍAMOS CRIANDO MONSTROS?!

Introdução

O Brasil vive um momento em que o povo clama por justiça contra corruptos, violadores de direitos e usurpadores do bem comum. Muitos veem nas sanções internacionais — perda de vistos, bloqueio de bens e a aplicação da Lei Magnitsky — um caminho de reparação. Mas é preciso refletir: o que acontece quando figuras com sede de poder, ao perderem privilégios lá fora, decidem descarregar sua frustração aqui dentro? Estaremos criando monstros encurralados que podem se voltar contra nós?


O Olhar Psicológico

Na psicologia política, Hannah Arendt já alertava que regimes autoritários não aceitam limites pacificamente; eles precisam de um inimigo para canalizar frustrações. Autores como Erich Fromm também explicam que indivíduos com fome de poder costumam responder a perdas com agressividade, não com introspecção. Assim, elites sancionadas tendem a projetar sua raiva contra o povo que as rejeita, reforçando mecanismos de medo e submissão.


O Olhar Sociológico

Sociologicamente, Pierre Bourdieu ajuda a entender como o poder se reproduz: elites acumulam capital não apenas econômico, mas simbólico. Quando perdem prestígio internacional, podem buscar reafirmá-lo internamente, radicalizando discursos nacionalistas e reforçando hierarquias sociais. A repressão, nesse contexto, é uma estratégia de sobrevivência. Michel Foucault também lembra que o poder se exerce, sobretudo, pelo controle dos corpos e das condutas — e um regime acuado tende a intensificar esse controle.


O Olhar Político

Politicamente, sanções externas são instrumentos de pressão que funcionam apenas se articulados a forças internas de transformação. Guillermo O’Donnell, ao estudar democracias frágeis na América Latina, mostrou que elites autoritárias acuadas não desaparecem sozinhas: elas precisam ser contidas por instituições sólidas, sociedade civil vigilante e participação cidadã. Caso contrário, usam o isolamento externo como argumento de “defesa da pátria” e aumentam sua centralização de poder. O risco é a retaliação virar política de Estado.


O Olhar Filosófico

Do ponto de vista filosófico, Maquiavel já advertia que governantes que perdem a estima externa recorrem à força interna para manter autoridade. Nietzsche, por outro lado, nos ajuda a entender a lógica da “vontade de poder”: quando frustrada, ela não desaparece, mas procura novas formas de se afirmar. E aqui está o perigo — elites sancionadas podem transformar sua impotência global em violência local. O povo, sem perceber, se torna o campo de batalha da raiva dos poderosos.


O Risco Real

Esse medo não é fantasia. Há registros históricos — da União Soviética de Stálin ao Zimbábue de Mugabe — de líderes isolados internacionalmente que reagiram com brutalidade interna. O que definirá o rumo do Brasil não é apenas quantos vistos ou contas bancárias serão congelados, mas a capacidade da sociedade de resistir às represálias, fortalecer instituições e não cair na armadilha da apatia.

Maquiavel.

Em O Príncipe (1532), mostra que quando governantes perdem poder, prestígio ou estabilidade, tendem a usar todos os meios possíveis para manter-se no comando. E aí entra o ponto maquiavélico: se não podem mais ostentar alianças ou legitimidade no exterior, buscam reafirmar sua autoridade pela força interna — controle, intimidação, vingança.

Em termos simples:

  • Para Maquiavel, é melhor ser temido do que amado, se não for possível ser ambos.

  • Um líder acuado, sem reconhecimento externo, reforça o medo interno para evitar perder tudo.

  • O povo, nesse cenário, corre o risco de virar a moeda de troca: quanto mais a elite perde lá fora, mais tenta se afirmar cá dentro.

O seu medo dialoga exatamente com essa lógica: sanções externas que isolam elites podem deixá-las como “feras enjauladas” que, para não parecerem fracas, voltam sua agressividade contra quem está ao alcance.

👉 Meu medo em raciocinar esta prospecção é maquiavélico no melhor sentido — atento à dinâmica realista do poder, que raramente se move por moralidade, mas por interesse e autopreservação.

O uso do povo como moeda de troca ao poder absoluto

Na lógica maquiavélica de “moeda de troca”. Não é só uma questão jurídica: é vivido como um embate de poder.

🔎 Do ponto de vista maquiavélico:

  • Um governante ou líder político que sente o chão ruir sob seus pés tende a transformar sua própria sobrevivência em questão de Estado.

  • Quando punido ou julgado, pode acionar narrativas de perseguição, transferindo para o povo o peso da sua luta pessoal.

  • Isso funciona como chantagem implícita: “se me derrubam, derrubam também vocês, meus seguidores”.

👉 Ou seja, em vez de assumir as consequências, ele transforma o processo em espetáculo político, tentando converter derrota em força, punição em combustível.

Isso se conecta à ideia da “moeda de troca” que você trouxe: ele sabe que não pode mais negociar prestígio no exterior ou apoio institucional amplo, então busca barganhar com o medo interno — seja o medo de perseguição, de caos ou de ruptura democrática.

Se olharmos por esse prisma, seu julgamento não é apenas jurídico, mas também um palco de poder, onde ele testa até onde pode usar a população como escudo e como trunfo.

Acabamos de testemunhar isso com o julgamento de Jair Bolsonaro no Brasil ilustra bem essa lógica maquiavélica da “moeda de troca”. Diante da perda de legitimidade internacional e das restrições judiciais internas, ele tenta transformar sua própria defesa em uma causa coletiva, apresentando-se como vítima de perseguição e mobilizando sua base para reagir. Essa estratégia desloca o peso das consequências individuais para a sociedade, convertendo punição em narrativa de resistência. Em vez de reconhecer responsabilidades, aposta no medo e na divisão como instrumentos de sobrevivência política.


Conclusão

É justo exigir que corruptos e violadores sejam punidos. Mas precisamos compreender que sanções externas, sozinhas, podem alimentar monstros encurralados. A resposta política, psicológica, sociológica e filosófica aponta para a mesma direção: sem mobilização interna, sem cidadania ativa e sem fortalecimento democrático, esses monstros voltarão sua fúria contra o povo. O Brasil precisa abrir os olhos: a verdadeira vitória não está em vê-los barrados em aeroportos estrangeiros, mas em garantir que nunca mais possam usar seu poder contra nós.


Referências Bibliograficas

ADORNO, T. W.; FRENKEL-BRUNSWIK, E.; LEVINSON, D. J.; SANFORD, R. N. The Authoritarian Personality. New York: Harper & Brothers, 1950.

ARENDT, H. Origens do Totalitarismo. São Paulo: Companhia das Letras, 1951.

BOURDIEU, P. O Poder Simbólico. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1989.

DAHL, R. A. Polyarchy: Participation and Opposition. New Haven: Yale University Press, 1971.

FOUCAULT, M. Vigiar e Punir: Nascimento da Prisão. Petrópolis: Vozes, 1975.

FROMM, E. O Medo à Liberdade. Rio de Janeiro: Zahar, 1941.

HOBBES, T. Leviatã. São Paulo: Martins Fontes, 1651.

LEVITSKY, S.; ZIBLATT, D. Como as Democracias Morrem. Rio de Janeiro: Zahar, 2018.

MAQUIAVEL, N. O Príncipe. Várias edições. 1532.

NIETZSCHE, F. Além do Bem e do Mal. São Paulo: Companhia das Letras, 1886.

O’DONNELL, G. Delegative Democracy. Journal of Democracy, v. 5, n. 1, p. 55-69, 1994.

WEBER, M. Economia e Sociedade. Brasília: Editora da UnB, 1922.

segunda-feira, 22 de setembro de 2025

As garras da águia se abrem para mais....Capivara News


As garras da águia se abrem para mais...


Por Zéka Netta 

 Ah, meus caros, se a Magnitsky agora cutuca os investimentos milionários dos parentes de Moraes, o circo promete pegar fogo. Mas aqui fica a ironia: será que essa lupa internacional vai se perder no meio do brilho das festinhas na Disney, das palestras aplaudidas em New York e das loucuras regadas a vinho nas festas de Gilmar em Portugal?

Porque, convenhamos, a hipocrisia nacional virou produto de exportação. Falam de democracia em congressos internacionais enquanto, por aqui, montam palcos de censura dignos de regimes que eles juram combater. Sorriem para as câmeras em resorts caríssimos, enquanto o povo mal tem dinheiro para um pastel na esquina.

É fácil posar de defensor da moral quando o cofre já está cheio e os convites para os camarotes de Lisboa não param de chegar. Difícil mesmo é encarar a pergunta que não cala:

👉 a espada da GlobalMag vai cortar todos os gargalos da arrogância e da impunidade, ou vai continuar escolhendo alvos conforme o buffet do dia?

A pergunta que ecoa nas paredes da democracia seletiva é simples:

__Quando a justiça internacional resolve agir, será que ela acerta o alvo ou só desenha uns círculos convenientes para jogar dardos em quem está no cardápio do dia?

Porque se é verdade que a GlobalMag se apresenta como espada contra violações de direitos humanos e abusos de poder, então... cadê o fio cortando a carne dos outros arrogantes, usurpadores da nação e ruptores da liberdade, que desfilam por aí como se fossem filhos prediletos da impunidade tropical?

Afinal, não basta jogar luz sobre um rosto — tem que acender o refletor no teatro inteiro. E o palco está lotado de atores que aplaudem a si mesmos enquanto roubam, censuram, amordaçam e erguem muros contra qualquer sopro de liberdade.

No Brasil, sempre foi assim: a lei pesa muito… mas só nos ombros dos que não frequentam as tais “palestras internacionais”. Aos demais, resta o teatro — uma peça de luxo, com ingressos vendidos a preço de silêncio.

Se a Magnitsky é global, que seja realmente global. Caso contrário, vira só mais um bisturi seletivo, que corta onde convém e cicatriza onde interessa.

✒️ Zéka Netta – porque toda festa de hipócrita precisa de alguém para apagar a luz no final.


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A Democracia Seletiva do Clube Fechado.. Capivara News by Zéka Netta


 A Democracia Seletiva do Clube Fechado


Por Zéka Netta – com a caneta afiada, direto para o Capivara News.



Pois bem, meus caros leitores do Capivara News, parece que a democracia virou festa VIP de salão chique. Só entra quem está na lista, e a lista, adivinhem, é escrita a lápis vermelho e bem afiado. Farão a tal “reunião pela defesa da democracia” — mas com um detalhe que não passou despercebido: só chamaram países de esquerda, com DNA sociocomunista, e deixaram de fora justamente os EUA. Ora, justo eles, que vivem vendendo democracia em garrafinha pet pelo mundo inteiro!


E o mais inacreditável: o encontro acontecerá nesta terça, 23 de setembro, em solo americano. É como se fizessem um campeonato de abstinência dentro de um bar. Organizam o evento na casa do tio Sam e… trancam o próprio dono no porão, lacram a porta, colocam segurança no portão,  e olha que o espaço nem é embaixada para dizerem que o conluio éem terreno soberano, e por creia não será pela democracia e sim para que se unam contra as sanções comerciais impostas, já imagino o que acontecerá as sanções aumentarão, e estes coleguinhas deixarão o Brasil sozinho a brigar com laranjão.


É como se fosse um churrasco de veganos: você chama só quem come alface e soja, mas deixa a picanha do lado de fora, olhando pelo portão.


O mais curioso é que, para esses iluminados, democracia é algo flexível. Não é o governo do povo, para o povo, pelo povo. É o governo do “meu povo”, para “meus aliados”, pelo “meu grupo”. Se você pensa diferente, parabéns: já está fora da rodinha.


No fundo, essa “defesa da democracia” mais parece defesa de mercado fechado. Um cartel ideológico com direito a crachá e senha de acesso. Quem ousa discordar, é tachado de fascista, imperialista, golpista, terraplanista ou qualquer outro “ista” que esteja na moda da militância.


E o que dizer da ausência dos EUA? Ora, se fosse um campeonato de hipocrisia, eles estariam no pódio. Mas desta vez, os anfitriões acharam melhor barrar o tio Sam. Vai que ele resolve dar aula de “democracia à moda do Iraque”… melhor não arriscar.


No fim das contas, a tal reunião se resume a isso: um grande encontro de amigos, um clube do bolinha ideológico, onde todos batem palminha para si mesmos e brindam com água com gás revolucionária. Enquanto isso, o povo — aquele que deveria ser o centro da democracia — continua de fora, pagando a conta e esperando que alguém, um dia, convide a realidade para a mesa.


E assim segue a ópera: cada um defendendo a sua própria versão da “democracia”. Uns com bandeira vermelha, outros com dólar verde. No meio, nós, pobres mortais, torcendo para que a democracia real — aquela sem adjetivos — ainda exista em algum canto esquecido do planeta.


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domingo, 21 de setembro de 2025

A Indústria da Desinformação: Como Falsas Notícias nos Desviam da Verdade... Capivara News

 


A Indústria da Desinformação: Como Falsas Notícias nos Desviam da Verdade

Por Zéka Netta 

Vivemos em um tempo em que a notícia deixou de ser apenas informação e se tornou arma. Não é raro percebermos que, em meio a tantas manchetes sensacionalistas, escândalos fabricados e campanhas de difamação, a população é constantemente bombardeada por narrativas cuidadosamente construídas para desviar o olhar do que realmente importa.


Enquanto a verdade é deixada de lado, versões distorcidas dos fatos são repetidas à exaustão até soarem como realidade. Criou-se uma verdadeira indústria da desinformação, onde o objetivo não é informar, mas manipular.


Um exemplo disso está no uso de artistas e influenciadores como “vozes da consciência nacional”. Muitos foram convocados a se manifestar publicamente contra a anistia política, fazendo coro a discursos pré-digeridos. Porém, o silêncio desses mesmos nomes foi ensurdecedor quando vieram à tona escândalos envolvendo desvios milionários, o roubo de aposentados e até crimes ambientais como o avanço das queimadas na Amazônia.


Essa seletividade revela algo perigoso: não há compromisso com a justiça ou com a verdade, mas sim com a conveniência. A mídia e certos setores da elite cultural escolhem quais narrativas merecem holofotes e quais devem permanecer na sombra. Assim, a população é conduzida a se indignar seletivamente, aplaudindo ou vaiando conforme o script que lhe é entregue.


No fundo, a tática é simples: distrair. Enquanto nos ocupamos com pautas fabricadas e debates superficiais, os verdadeiros acontecimentos – aqueles que impactam a vida de milhões – passam despercebidos. O povo é alimentado com uma dieta de escândalos artificiais, como se fossem cortinas de fumaça que escondem o roubo de direitos, a pilhagem dos cofres públicos e a destruição do patrimônio natural.


A responsabilidade, no entanto, não recai apenas sobre os produtores de fake news. Também é nossa, como sociedade, pelo consumo passivo dessas narrativas. Se não aprendermos a questionar, a buscar fontes diversas e a comparar versões, continuaremos sendo presas fáceis de quem lucra com a manipulação.


A verdade não precisa de espetáculo, mas de coragem para ser dita. E talvez seja exatamente essa coragem que falta em muitos que, diante de uma câmera, erguem a bandeira da moralidade, mas preferem o silêncio quando a realidade ameaça o palco de onde falam.


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sábado, 20 de setembro de 2025

PEC da Blindagem: redoma que fragiliza a República - CapivaraNews.

 


PEC da Blindagem: redoma que fragiliza a República ou dará forças aos parlamentares das casas eleitas e não das escolhidas à defo pelo desgoverno?!


A PEC da Blindagem (PEC 3/2021) ergue-se como promessa de independência, mas o que entrega é clausura que afasta mais ainda o povo dos seus votados. Apresenta-se como escudo institucional, quando na verdade se converte em muralha contra a Justiça e passarela para a impunidade. É um cofre dourado onde não se guarda a democracia, mas os privilégios de quem teme a transparência.

Uma faca de dois gumes...


Repete-se o passado.


A Constituição de 1988 ofereceu aos parlamentares a chamada Imunidade Formal, prevista no artigo 53:


“Os Deputados e Senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos. [...] Desde a expedição do diploma, os membros do Congresso Nacional não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável [...]. Recebida a denúncia contra o Senador ou Deputado, por crime ocorrido após a diplomação, o Supremo Tribunal Federal dará ciência à Casa respectiva, que [...] poderá, até a decisão final, sustar o andamento da ação.”

Porém o Judiciário,  com o atual poder de deuses assumiderrimos não tem sequer acompanhado a Constituição...eis o medo no momento, é olha que até demoraram.

Na prática, esse dispositivo foi interpretado de modo a exigir que o STF pedisse autorização prévia à Casa Legislativa para processar parlamentares. Sendo assim, se o Supremo quisesse abrir processo contra um deputado, a Câmara precisaria exarar o seu aval. Por consequência, quase todos os pedidos eram arquivados automaticamente, porque os colegas votavam para proteger uns aos outros.


Somente em 2001, a Emenda Constitucional nº 35 alterou esse sistema e passou a valer o seguinte: o STF poderia receber denúncia e abrir processo contra parlamentares sem depender de aval da Casa. À Câmara e ao Senado restou apenas o poder de suspender o andamento do processo, mas não barrá-lo de início.


Em síntese, nesse período, existia um mecanismo de blindagem quase absoluta — e é justamente isso que a PEC 3/2021 tenta ressuscitar para trazer de volta uma forma de autoproteção corporativa. A toga será novamente usada como máscara e o rito constitucional como véu da impunidade.


A História condenou o processo, mas a PEC da Blindagem insiste em ressuscitar esse fantasma, que retorna travestido de legalidade e coroado pelo silêncio conveniente.


Se a Constituição de 1988 ergueu a isonomia como pedra angular, a PEC da Blindagem racha essa pedra e nela finca a raiz de uma árvore torta e seletiva, que oferece frutos a poucos. Aos cidadãos comuns, a jurisdição severa; aos parlamentares, a redoma indulgente. É a ressurreição de uma aristocracia velada, um Olimpo de barro onde mortais se pretendem deuses. Para justificá-la, alega-se a necessidade de conter abusos do Judiciário, mas, o ordenamento já dispõe de remédios: habeas corpus, recursos, corregedorias e controle externo.


Transferir o juízo da Justiça para a arena política é trocar a balança de Têmis por oásis de conveniências, onde a imparcialidade é moeda e a verdade, mercadoria. O que o povo acha é que todo político e Judiciário são por si mesmo blindados de tudo por conveniência é só ver que um condenado por quatro instâncias num acordo magistral retornou a presidência e uofos os seus aceclas foram liberados sob este acordo embaixo de mesa ou melhor sob reuniões em nova Iorque e festas do gilmarpaluza em Portugal e pasmem financiados por empresários da Faria Lima.


A Ciência Política não oferece dúvidas. Guillermo O’Donnell, em seu clássico artigo “Delegative Democracy” (1994), ensina que democracias sólidas dependem da cooperação horizontal — instituições estatais independentes que se freiam mutuamente, assegurando que nenhum poder se converta em juiz absoluto de si mesmo. Quando o Parlamento se converte em guardião dos seus próprios réus, a Justiça perde as chaves do tribunal. Imunidades excessivas não estabelecem garantias: são sementes que germinam em heras sufocantes, cobrindo os muros da República até que dela só reste sombra. Lembrando a frase: que se freiam mutuamente,  porém temos visto a balança pendem a apenas um lado, sob os olhos das casas que quando veem quenoerderam determinadas pautas recorrem ao STF para que se façam suas vontades.  Um poder dado é um poder abraçado e o STF na sua arrogância de seres supremos abraçaram com prazer e gozo.


Não surpreende que, no dia 17 de setembro de 2025,  a Transparência Internacional — Brasil, organização não governamental fundada em 1993 e referência mundial no combate à corrupção, exarou uma nota pública com o título “PEC da Blindagem é certeza de impunidade e aumenta os riscos de infiltração do crime organizado na política”. Nessa nota, afirma: "A certeza da impunidade é a única conclusão possível frente à aprovação da PEC 3/2021 pela Câmara dos Deputados [...]” 

E pasmado ao absurdo é ter ministro no STF e o partido mais acusado de corrupção no poder dizer que é um governo que luta contra a corrupção...só rindo para não chorar.


Blindagens institucionais não significam proteção, mas trincheiras escavadas contra o povo, cavernas onde interesses obscuros prosperam. Quanto mais espessa a redoma, mais frágil a República — como vidro grosso que, em vez de defender, se despedaça sob o menor impacto da verdade.

A Câmara e o Senado deveriam ao invés de se Blindarem mostrarem uma reação do poder que o povo lhes confiou e colocar o Judiciário no lugar que lhe cabe, que não é inventar leis... E sim fazer valer a lei sem parcialidade ou partidarismo.. 


Blindar não é proteger. É construir uma torre de marfim para abrigar representantes que se isolam dos representados. A Democracia não sobrevive em fortalezas, antes, precisa de praças abertas, de ruas iluminadas, de portas acessíveis. A PEC da Blindagem não escuda a independência: reveste a impunidade com verniz constitucional.

Porém vivemos um momento confuso, onde parlamentares são cassados por discordarem das ações do desgoverno e ações abusivas do judiciário, então blindarem-se acaba sendo positivo desde que... isso não os façam também fazerem parte do processo de ditadura que se implanta lentamente nos passos largos no país. 

Uma democracia sem isonomia é apenas simulacro: um castelo de areia que a maré da história cedo ou tarde dissolverá, deixando à mostra o vazio da sua fundação.


Imagem capturada na Internet: o Parlamento numa redoma, separado do povo.

Charlie Kirk: história, crenças e impacto de sua morte... Capivara News

 


Charlie Kirk: história, crenças e impacto de sua morte

Por Abilio Machado 


Quem era Charlie Kirk


Charlie Kirk era um ativista conservador norte-americano nascido em 1993, em Arlington Heights, Illinois, criado em Prospect Heights, nos arredores de Chicago. 

Ele se envolveu cedo com política: ainda no ensino médio, aos 17 anos, participou como voluntário em campanhas republicanas, expressando já uma clara inclinação conservadora. 

Em 2012, durante a reeleição de Barack Obama, Charlie fundou a Turning Point USA (TPUSA), uma organização com o objetivo de mobilizar jovens conservadores nas universidades americanas, reagindo ao que ele via como hegemonia das ideias liberais no ambiente acadêmico. 

Ainda que tenha começado estudos universitários (em um community college), ele não chegou a se formar — fato que usava de forma provocativa, dizendo que, mesmo sem diploma, debatia com professores e acadêmicos. 

Kirk também era cristão evangélico, defensor da família tradicional e da fé no discurso público — temas que sempre estiveram presentes em sua retórica. 

Publicou livros — entre os mais conhecidos, The MAGA Doctrine: The Only Ideas That Will Win the Future (2020) — e produzia conteúdo via podcast, rádio e suas redes sociais. Ele defendia, dentre outras ideias, o porte de armas como parte da liberdade individual, invocando em diversos momentos a Segunda Emenda da Constituição dos Estados Unidos. 

Era casado com Erika Frantzve Kirk. Tinha dois filhos. Ela também participava ativamente de movimentos religiosos, e sua família era parte constante de sua narrativa pública. 


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O que aconteceu


No dia 10 de setembro de 2025, Charlie Kirk foi assassinado durante um evento na Universidade do Vale de Utah (UVU), em Orem, Utah. 

Ele estava participando de um debate ou respondendo perguntas sobre tiroteios em massa e violência armada. 

Segundo as investigações iniciais, o disparo que o matou partiu de um prédio localizado a cerca de 200 metros do local de evento. 


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Reações à morte


A morte de Kirk gerou fortes reações, tanto dos seus aliados quanto de críticos — mobilizando debates sobre liberdade de expressão, segurança pública, polarização política e o papel da violência no cenário político.

Sua esposa, Erika, fez pronunciamento público, afirmando que “vocês não têm ideia do fogo que acenderam” com a morte dele, falando também que ele pregava uma mensagem de patriotismo, fé e valorização da família. 

Autoridades políticas nos EUA e do exterior, inclusive o governador de São Paulo, lamentaram o assassinato, classificando-o como “atentado covarde” fruto de intolerância contra valores como família, fé e liberdade. 

O episódio reacendeu discussões sobre a polarização política nos EUA, com críticos afirmando que a morte evidencia a escalada de violência política; também sobre segurança em locais públicos, especialmente em instituições de ensino. 


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Pontos de reflexão


A influência de Kirk entre os jovens conservadores era real: sua organização (TPUSA) contava com centenas de núcleos universitários. 

Suas ideias — sobre família, fé, propriedade (no sentido de direitos individuais), pátria — mobilizavam não só seguidores, mas polêmica: muitos o viam como voz polêmica ou extremista, outros como corajoso defensor de valores tradicionais.

A forma da sua morte — em um evento público, debatendo temas controversos — reforça o quanto o ativismo político nos EUA está em um ponto em que os embates se tornam perigosos para quem se expõe.


Demissões e responsabilizações


Um caso emblemático foi o de Luís Otávio Kalil, sobrinho do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil. Ele foi demitido da empresa Arena RM após comemorar a morte de Charlie Kirk em redes sociais. 

A Arena RM, empresa de quadras de beach tennis em Belo Horizonte, divulgou nota dizendo que as opiniões de Luís Otávio eram pessoais e não refletiam os “valores e princípios desta instituição”. 

Outro caso é o do historiador Eduardo Bueno, que postou vídeo comemorando o assassinato de Kirk. Devido à repercussão negativa, um evento seu em Porto Alegre com participação prevista para a PUCRS e livraria foram cancelados. Além de praticamente induzir o pensamento de que era para ter cuidado que sua filha reside próximo à uma das residências de Elon, fato que pode causar a deportação da moça.


Campanhas e pressão social/política


O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) iniciou uma campanha nas redes sociais pedindo que empresas demitam funcionários que celebraram a morte de opositores políticos, incluindo Charlie Kirk. 

Ele compartilhou perfis de pessoas que comemoraram o crime, marcou empresas onde essas pessoas estariam empregadas, e encorajou que essas empresas desligassem esses funcionários. 


Manifestações de luto e posições públicas


Alguns políticos brasileiros manifestaram pesar pela morte de Kirk. Um exemplo é o deputado Eduardo Bolsonaro, que escreveu que estava “chocado”, que Kirk era um jovem de bom coração etc. 

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, postou nota lamentando o assassinato, chamando o ato de “atentado covarde” e dizendo que é fruto de intolerância contra valores como fé, família e liberdade. 


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Conclusão


Charlie Kirk foi uma figura central do ativismo conservador jovem nos EUA, defendendo ideais de patriotismo, fé, família, liberdade (incluindo a liberdade de portar armas) e construção de valor tradicional. Sua morte, violenta, em local público, provocou comoção, reações políticas intensas e reacendeu debates urgentes sobre tolerância, segurança, polarização e os riscos enfrentados por quem milita em espaços polarizados.


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Bibliografia 

• Quem era Charlie Kirk, ativista pró-Trump assassinado em Utah, Poder360.

Disponível em: poder360.com.br


• ‘Não têm ideia do fogo que acenderam’: viúva de Charlie Kirk faz primeira declaração após assassinato do ativista conservador, Correio Braziliense.

Disponível em: correiobraziliense.com.br


• Assassinato do conservador Charlie Kirk reabre feridas da divisão política nos EUA, Jornal de Brasília.

Disponível em: jornaldebrasilia.com.br


• Quem é Charlie Kirk, o ativista ultraconservador assassinado em Utah que mobilizou eleitores jovens?, IHU Unisinos / El País.

Disponível em: ihu.unisinos.br


• Quem era Charlie Kirk, ativista pró-Trump assassinado em Utah, Investing.

Disponível em: br.investing.com


• Sobrinho de ex-prefeito de BH Alexandre Kalil é demitido por comemorar morte de Charlie Kirk, Gazeta Brasil.

Disponível em: gazetabrasil.com.br


• Empresa de BH demite homem por celebrar morte de ativista americano, Estado de Minas.

Disponível em: em.com.br


• Eduardo Bueno comemora morte de Charlie Kirk e tem evento cancelado em Porto Alegre, UOL.

Disponível em: uol.com.br


• Nikolas pressiona empresas a demitir quem celebrou morte de Kirk, Poder360.

Disponível em: poder360.com.br


• Nikolas Ferreira lança campanha para pressionar empresas a demitir quem comemorou morte de Charlie Kirk, Giraba.

Disponível em: giraba.com.br


• O elo de Charlie Kirk com bolsonarismo: julgamento de Bolsonaro é ‘chocante e horrível’, disse ativista morto nos EUA, Correio Braziliense.

Disponível em: correiobraziliense.com.br


• Governador Tarcísio lamenta morte de Charlie Kirk após atentado nos EUA, Plox.

Disponível em: plox.com.br




domingo, 14 de setembro de 2025

O jogo de truco que nao temina ! STF e Trump num jogo perigoso... - Capivara News

 


O JOGO DE TRUCO QUE NAO TERMINA: STF X TRUMP!

Por Zéka Netta com uns compilados das redes... no jogo do momento, é o que há de mais disforme é defensores do amor cometerem assassinatos, deturpação Sá verdade e manipulação com narrativas fraudulentas, e há mais um senado omisso escondido do STF,  que Alexandre de Moraes tem destes políticos que se calam ante tamanha afronta a Constituição?!

Nepal em chamas: Manifestantes incendeiam parlamento, Suprema Corte e casas de ministros em protestos contra o governo” – manchete do portal G1, da Rede Globo. Que alívio! Eram só “manifestantes”. Imagina o estrago se fossem velhinhas golpistas com a Bíblia nas mãos? 

“Tem a ver, inclusive, com a soberania nacional” – Chico Alencar, deputado federal (PSOL-RJ), ao convocar audiência pública sobre óvnis na Câmara. Para ser sincero, a maior ameaça à nossa soberania talvez não venha dos homenzinhos verdes, mas sim dos homenzinhos de toga.

“Léo Lins debocha de condenação em novo show” – alerta o portal UOL. Como assim, em plena de-mo-cra-cia, um humorista ousa debochar do Judiciário? Se bem que o Judiciário debocha da gente há anos e nunca teve a decência de ser engraçado. 

“Na obra ‘Divina Comédia Humana’, de Dante Alighieri [sic], o inferno é retratado em nove círculos concêntricos” – Jamil Chade, jornalista, em coluna onde aventa a pena de morte para os “traidores da pátria”. Pequeno aparte: “Divina Comédia Humana” é uma música do Belchior. O poema de Dante é apenas “A Divina Comédia”. Um fala do Brasil; o outro, do inferno. A diferença, convenhamos, é mínima. 

“Eu prefiro não responder ao senhor” – Carlos Lupi, ex-ministro da Previdência de Lula, respondendo se era responsável por assinar indicações de diretores envolvidos na fraude do INSS. Compreensível. Se eu estivesse tão enrolado quanto ele, também ficaria caladinho. 

“A maioria de nós está envergonhada” – Lucas Jagger, filho de Mick Jagger com modelo brasileira, sobre a “direita brasileira”. Talvez, mas não mais que o seu pai. 

“Tem gente branca querendo passar por negro” – Lula, sobre ACM Neto, pré-candidato ao governo da Bahia. Na política brasileira tem de tudo mesmo: branco se passando por negro, homem se passando por mulher... tem até descondenado querendo se passar por inocente. 

“Um bêbado de rua” – Eduardo Bolsonaro, deputado federal licenciado (Sem partido-SP), sobre a importância de Lula no cenário internacional. Fake news. Lula não pode nem sair na rua para beber sossegado. 

“Um país, para dar certo, ele precisa garantir que muitos tenham pouco dinheiro” – Lula, durante mais um comício de sua pré-campanha. Está resolvido o problema do Brasil: precisamos de mais pobres. 

“É um nome mais apropriado, dado o estado atual das coisas” – Donald Trump, ao renomear o “Departamento de Defesa” americano para “Departamento de Guerra”. Se a moda pega, daqui a pouco o Haddad sugere rebatizar o Ministério da Fazenda para “Ministério da Gastança”. 

“Estou decepcionado com o Brasil” – Donald Trump, sobre reação do governo brasileiro ao tarifaço. O impressionante não é ele estar decepcionado com o Brasil; é ele ainda ter expectativas para serem frustradas. 

“Moraes é um mafioso de terceira categoria decidido a usar lawfare político para manter o Bolsonaro fora das urnas” – Jason Miller, conselheiro de Donald Trump. Que comparação absurda! Os mafiosos ao menos seguem um código de honra. 

“Trump não tem medo de usar meios militares para proteger liberdade de expressão” – Caroline Leavitt, porta-voz da Casa Branca, sobre abusos do STF. O Brasil também não. Só que para combatê-la. 

“Há um plano de dominação religiosa do Estado brasileiro” – Petra Costa, cineasta e teórica da conspiração, sobre a bancada evangélica. Se o plano de dominação for tão bem executado quanto os filmes dela, podemos dormir tranquilos. 

“Cinco ‘argentinos’ para julgar Pelé” – Nikolas Ferreira, sobre julgamento de Bolsonaro. E ainda validaram o gol de mão do Maradona. 

“Uma vez encerrado o julgamento dos golpistas, não haverá mais desculpas para que o STF conserve os poderes excepcionais que invocou para enfrentar ameaça à democracia” – editorial do Estadão. Na torcida para que a democracia brasileira seja tão resiliente que sobreviva até aos seus “defensores”. 

“Crimes contra o Estado Democrático de Direito são insuscetíveis de perdão! Cabe às instituições puni-los com rigor e garantir que jamais se repitam” – Gilmar Mendes, ministro do Supremo (STF-MT). Será, então, que podemos deduzir que existem aqueles crimes que são tão perdoáveis que merecem até um repeteco, tipo Mensalão e Petrolão? 

“Ninguém na história da humanidade viu golpista que deu certo se autocolocar no banco dos réus” – Alexandre de Moraes. É verdade. O golpista de sucesso não se senta no banco dos réus; ele se senta nas cadeiras de juiz, promotor e carrasco. No fim, ainda discursa orgulhoso se gabando de ter derrotado seus inimigos. Certíssimo, o ministro. 

“Moraes vota para validar sua própria conduta como relator e critica defesas” – manchete da Folha de S.Paulo. O Moraes sempre gabarita na autoavaliação. Se dependesse só dele, passava até no concurso para juiz. 

“Não há no Brasil ‘ditadura da toga’, tampouco ministros agindo como tiranos” – Gilmar Mendes, ministro do Supremo (STF-MT). E quem ousar discordar desta verdade absoluta será democraticamente censurado, preso ou tornado inelegível. 

“Concedo todos os apartes, desde que rápidos, porque nós, mulheres, ficamos 2.000 anos caladas e queremos ter o direito de falar” – Carmén Lúcia, ministra do Supremo (STF-MG), em voto que condenou Bolsonaro. Agora tudo faz sentido! Minha mulher fala pelos cotovelos para compensar os 2.000 anos de silêncio. 

“Fux é burro ou mau-caráter?” – Duda Salabert, membro da Câmara dos Deputados (PDT-MG), atacando ministro do STF após voto pela anulação do julgamento do “golpe”. Não sei. Só sei que ele é azarado, pois foi o único juiz de carreira a julgar Bolsonaro. 

“Em virtude da incompetência absoluta para o julgamento, impõe-se a declaração de nulidade absoluta de todos os atos” – Luiz Fux, ministro do STF, em voto no julgamento do “golpe”. Por esse crime contra a democracia, Fux deveria ser condenado a prestar um serviço comunitário: dar aulas de Direito Constitucional para os outros ministros. E, de quebra, umas aulinhas de reforço de português para o Moraes, que anda precisando. 

“Como o Senhor pode verificar, estou evitando citar os nomes dos colegas da corte, eu acho extremamente deselegante” – Luiz Fux, mandando indireta a Moraes durante seu voto. Mentira. É pura superstição: dizem que repetir o nome de certas figuras muitas vezes acaba atraindo o coisa-ruim. 

“Faz muito pouco sentido, não havia militares nas ruas em 2013” – Davi Tangerino, professor de direito da UERJ, criticando paralelo entre 8 de janeiro e os protestos de 2013, feito por Luiz Fux. É verdade, havia militares nas ruas em 8 de janeiro, sim. Inclusive, estavam ocupadíssimos prendendo as velhinhas nos acampamentos. 

“Não tinha competência, mas votou” – Túlio Gadêlha, namorado da Fátima Bernardes e deputado federal (Rede-PE), sobre voto de Luiz Fux. Lembra até a sua atuação na Câmara, né deputado? 

“Será que alguém imagina que um cartão de crédito ou o Mickey vão mudar o julgamento no Supremo?” – perguntou Flávio Dino, ministro do Supremo (STF-MA). Essa valentia toda é bonita na tribuna. Quero ver é na hora de comprar um Big Mac e descobrir que o cartão foi cancelado. 

“Ou o Pateta...” – respondeu Alexandre de Moraes. Sentindo falta dos holofotes, o ministro decidiu registrar sua presença. 

“É, o Pateta, ele aparece com mais frequência nesses eventos todos” – emendou Flávio Dino. Reconhecendo que Moraes não perde um só evento: seja o Gilmarpalooza ou um convescote com empresários do Dória.

“A nossa bandeira jamais será vermelha” – Tabata Amaral, criticando a presença da bandeira americana em atos do 7 de setembro. Dizem que o daltonismo está associado à alta inteligência. No caso da Tabata, podemos afastar qualquer risco de correlação. 

“A República Islâmica do Irã expressa seus sinceros parabéns ao Governo e à nação amiga do Brasil pelo Dia da Independência. Estamos determinados a promover a cooperação com base no respeito mútuo e em nossos interesses comuns” – Abdollah Nekounam Ghadirli, embaixador da ditadura iraniana no Brasil. Agradecemos os parabéns e retribuímos com votos sinceros de que o povo iraniano, um dia, possa botar os aiatolás para correr e comemorar sua própria independência. 

“Ninguém aguenta mais a tirania de um ministro como Moraes” – Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), governador de SP , durante ato do 7 de setembro. O governador subestima a imensa capacidade para a tolerância do Senado Federal. Eles já aguentam censura, violação de imunidade, prisões arbitrárias e até colega trabalhando de tornozeleira eletrônica... tudo isso sem dar um pio. 

“O que o Brasil realmente não aguenta mais são as sucessivas tentativas de golpe que, ao longo de sua história, ameaçaram a democracia e a liberdade do povo” – Gilmar Mendes, respondendo a Tarcísio. É verdade, o Brasil não aguenta mais tentativas de golpe. Alguns chegam até a preferir manter os golpes que estão dando certo, em nome da democracia. 

“Vossa Excelência é um violador de direitos humanos e comete crimes reiterados no Brasil” – Sóstenes Cavalcante, deputado federal (PL-RJ), em recado a Alexandre de Moraes durante o 7 de setembro. Agora o deputado passou de todos os limites. Chamar um violador de direitos humanos de “Vossa Excelência” é simplesmente imperdoável. 


Muitos repetem que Lula e Bolsonaro são farinha do mesmo saco. Mas não são.

🔹 Lula: foi condenado em todas as instâncias possíveis por corrupção e lavagem de dinheiro. Só não continua condenado porque o STF anulou os processos por “questões processuais” — não por inocência. E quando falamos corrupção e desvio de dinheiro falamos de pessoas morrendo de fome, nos corredores de hospitais e por falta de segurança pública.

🔹 Bolsonaro: está sendo condenado por um suposto golpe que nunca se concretizou. Para existir golpe, teria de haver tomada de poder ou apoio institucional, o que nunca ocorreu. Além disso, tentam colar nele crimes de gestão da pandemia, mas quem realmente desviou dinheiro de respiradores foram governadores e até atual ministro do STF.


👉 Gostem ou não de um ou de outro, os fatos mostram que não são equivalentes. Jogar ambos no mesmo saco é fugir da realidade para se acomodar na narrativa fácil.



sexta-feira, 12 de setembro de 2025

O teatro do julgamento do golpe que não existiu. - Capivara News

 


Eu Zéka Netta, olhei pra esse “teatro do julgamento do golpe que não existiu” e soltei aquele riso debochado que atravessou a plateia, que naquele momento se reduziam a Frida Marron e Feijão Bean:


— Ora, minha gente, o que é a justiça senão um palco onde os atores usam toga em vez de figurino? Não é Shakespeare, é tragicomédia tropical num roteiro impensado entre a filmografia trash!


O ex-presidente e mais sete coadjuvantes receberam 27 anos cada, como se fosse condenação em série da Netflix: temporada longa, mas sem roteiro convincente. A plateia até sente falta do aviso clássico: “esta obra é baseada em fatos reais”. Mas não é. É ficção jurídica com efeitos especiais de prints de WhatsApp fabricados no porão da criatividade.


E o voto do ministro Fux? Ah, isso já não é voto, é performance! Diríamos que foi um monólogo de gala, talvez até ensaiado, como quem declama poesia no palco central da Praça dos Três Poderes. Faz parte do enredo: cada ator precisa dar sua contribuição ao espetáculo, senão não leva o aplauso da crítica.


O problema é que, quando a justiça assume o papel de dramaturgo, cenógrafo e ator principal, o público percebe: não há juiz, há roteirista. E os “sejam criativos” dos bastidores escorrem como microfone ligado no meio da peça, revelando que o improviso não era improviso — era combinado.


Estamos à bancarrota? Talvez. Quando a toga vira figurino de comédia e a Constituição é reduzida a script adaptável, a plateia só tem duas opções: vaiar ou abandonar o teatro. Mas cuidado: até a vaia pode ser criminalizada como desacato ao espetáculo.


Então, eu, Zéka Netta, ator com drt de figurante resumo:

— Não é julgamento, é novela. Não é justiça, é dramaturgia. O único golpe que se consuma é contra a inteligência da plateia, dentro do mais contundente golpe de estado: que me perdoem os atendentes de telemarketing em lhes roupa a gafe de gerúndio - o golpe esta sendo dado pelo judiciário !



ZÉKA NETTA escritor e redator do Capivara News!


quinta-feira, 11 de setembro de 2025

 A Liberdade é Anárquica!

 


A Liberdade é Anárquica!

Por Zéka Netta 

A afirmação soa como um grito, quase uma heresia em tempos de normatização excessiva: a liberdade é anárquica!. Mas o que significa dizer isso? É rejeitar toda forma de lei, de ordem ou de convivência? Ou seria reconhecer que a essência da liberdade escapa a qualquer tentativa de aprisioná-la em regulamentos e códigos?

A liberdade, em seu núcleo mais radical, carrega um traço de indomabilidade. Por isso, pensadores clássicos e contemporâneos se debruçaram sobre seus paradoxos.


Jean-Jacques Rousseau, em sua célebre frase de O Contrato Social (1762), escreveu:

> “O homem nasce livre, e por toda parte encontra-se acorrentado.”


Aqui está a tensão: nascemos com a centelha da autonomia, mas a vida em sociedade logo a submete às grades da conveniência coletiva. O filósofo francês sabia que nenhuma ordem política sobreviveria se todos vivessem sua liberdade sem limites.

Entretanto, é preciso distinguir: o limite da liberdade, muitas vezes, não nasce da necessidade de proteger o outro, mas de uma tentativa de dominar o desejo humano de ser dono de si. Michel Foucault, em Vigiar e Punir (1975), mostrou como as estruturas de poder criaram dispositivos disciplinares para enquadrar corpos e comportamentos, reduzindo a espontaneidade da vida ao que é “útil” e “controlável”.

Sob essa perspectiva, a liberdade só pode ser vivida em sua inteireza quando transborda, quando ameaça a ordem estabelecida, quando desafia as instituições. É nesse sentido que ela se aproxima do anarquismo. Como escreveu Mikhail Bakunin, um dos pais do pensamento anarquista:


> “A liberdade sem socialismo é privilégio, injustiça; e o socialismo sem liberdade é escravidão e brutalidade.” (Deus e o Estado, 1871).


Portanto, a liberdade não é simplesmente a permissão outorgada pelo Estado ou pela sociedade. É antes uma força vital que antecede a lei, e por isso mesmo se revela anárquica: não se curva a decretos, nasce antes deles, questiona-os e, quando necessário, rompe-os.

Isaiah Berlin, em seu ensaio Dois conceitos de liberdade (1958), distinguiu a liberdade negativa (ausência de coerção) da liberdade positiva (autodeterminação). Ambas, no entanto, acabam em conflito com as estruturas de poder. A primeira, porque o poder quer controlar; a segunda, porque o poder teme a emancipação.

Em tempos de vigilância digital, manipulação algorítmica e normatização da vida cotidiana, afirmar que a liberdade é anárquica não significa pregar o caos irresponsável, mas reivindicar o direito de viver fora da tutela permanente de autoridades que dizem saber o que é melhor para cada indivíduo.

A verdadeira anarquia da liberdade é criativa, plural, insurgente. Ela não destrói o espaço comum: o renova. Pois só quando cada ser humano pode existir em sua singularidade é que a coletividade deixa de ser prisão e se torna comunidade.


Referências Bibliográficas


ROUSSEAU, Jean-Jacques. O Contrato Social. 1762.

FOUCAULT, Michel. Vigiar e Punir. Petrópolis: Vozes, 1975.

BAKUNIN, Mikhail. Deus e o Estado. 1871.

BERLIN, Isaiah. Dois Conceitos de Liberdade. In: Quatro Ensaios sobre a Liberdade. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1981.

A Cegueira Barrosística

 


A Cegueira Barrosística

Por Zéka Netta 

Meus amigos, se um dia você tropeçar na rua, bater a canela e cair, não se preocupe: segundo o ministro Barroso, você não caiu. A realidade é só uma “interpretação equivocada da Constituição pela gravidade da calçada”.


Barroso, esse poeta do Supremo, conseguiu transformar a Constituição em uma espécie de carta de tarô: abre-se, interpreta-se, fecha-se, embaralha de novo, e – surpresa! – sempre sai a carta que eles já queriam que saísse.


Dizem por aí que o STF é guiado por provas e diretrizes constitucionais. Provas? Talvez aquelas provas de múltipla escolha que a gente fazia no primário, porque as de hoje parecem não ter gabarito. E a Constituição? Ah, essa virou aquele livrinho de bolso que cada um usa pra apoiar a mesa bamba.


Barroso insiste que segue a lei. É como se o padeiro dissesse que segue a receita do pão, mas só entregasse broa queimada. O STF hoje mais parece buffet de quermesse: cada ministro vai pegando o que gosta. Um leva “direitos fundamentais”, outro “controle de narrativas”, e no final alguém sempre fica com o pastel de vento.


E a tal cegueira de Barroso? Convenhamos: não é cegueira, é visão seletiva. Ele enxerga tudo com clareza cristalina… desde que esteja escrito em fonte 72, negrito e itálico na pauta que interessa. O resto é ofuscado pela poeira da “hermenêutica criativa”.


No fundo, o problema não é ele estar cego. O problema é que ele insiste em dizer que nós é que não estamos vendo direito.


Enquanto isso, a Constituição, essa senhora idosa e cansada, vai sendo usada de guarda-chuva em dia de sol, de pano de chão em dia de lama, e de véu em casamento forçado entre política e justiça.


Mas fiquemos tranquilos: Barroso já garantiu que está tudo nos conformes. É a lei. Ou melhor, é a “lei Barrosística de acomodação da realidade”.



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👉 E assim seguimos, entre tapas, toga e ironia. Porque no fim das contas, meus caros, a única coisa que o STF segue mesmo é o Wi-Fi do Planalto.


terça-feira, 9 de setembro de 2025

Fraudes processuais: quando a lei é torcida para servir ao poder

 



Fraudes processuais: quando a lei é torcida para servir ao poder


O Supremo Tribunal Federal é a instância máxima da justiça no Brasil, e seus ministros deveriam ser os guardiões do devido processo legal. No entanto, a atuação de Alexandre de Moraes em alguns inquéritos levanta sérias dúvidas sobre a legalidade de seus métodos. Mais grave que isso: a omissão do Senado, responsável por fiscalizar esses abusos, deixa o país à mercê de uma justiça que se confunde com poder político.


O inquérito das “fake news”


O caso mais emblemático é o Inquérito 4781, conhecido como inquérito das fake news. Nele, Alexandre de Moraes:

Iniciou de ofício o inquérito. Pela Constituição, o STF só pode julgar — quem investiga é o Ministério Público ou a Polícia Federal.

Violação: Art. 129, I da Constituição: “São funções institucionais do Ministério Público promover, privativamente, a ação penal pública.”

Escolheu o relator de forma direta, sem sorteio. O inquérito foi distribuído a ele próprio, sem respeito ao princípio da impessoalidade.

Violação: Regimento Interno do STF, Art. 67: “A distribuição será feita por sorteio.”

Acumulou funções: vítima, investigador e julgador ao mesmo tempo.

Violação: Art. 5º, LIII da Constituição: “Ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente.”

Esses elementos configuram fraude processual porque torcem as regras para legitimar um procedimento irregular, em que o juiz já tem interesse no resultado.


Prisões sem julgamento


Outro exemplo são as prisões preventivas prolongadas contra manifestantes acusados de “atos antidemocráticos”.

O Código de Processo Penal é claro: prisão preventiva só pode ser decretada quando estritamente necessária e deve ser revisada a cada 90 dias.

Violação: Art. 316 do CPP: “O juiz poderá, de ofício ou a pedido das partes, revogar a prisão preventiva se, no correr da investigação ou do processo, verificar a falta de motivo para que subsista.”

Muitos dos detidos passaram meses presos sem denúncia formal, sem audiência de custódia e sem julgamento.

Isso não é apenas abuso — é subversão das garantias individuais.


Bloqueio de redes sociais e censura prévia


Alexandre de Moraes também determinou, de forma monocrática, o bloqueio de contas em redes sociais e a retirada de conteúdos antes mesmo de julgamento.

Violação: Art. 220 da Constituição: “A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo, não sofrerão qualquer restrição.”

A censura prévia é expressamente vedada pela Constituição, mas passou a ser praticada sob o argumento da “defesa da democracia”.



Por que nada é feito?


A Constituição prevê mecanismos de contenção. O Senado poderia instaurar processo de impeachment de ministro por crime de responsabilidade.

Fundamento: Art. 52, II da Constituição: “Compete privativamente ao Senado Federal processar e julgar os Ministros do Supremo Tribunal Federal nos crimes de responsabilidade.”

No entanto, pedidos contra Moraes sequer são apreciados. O Senado permanece em silêncio — seja por medo de represálias judiciais, seja por conivência política.


A democracia sequestrada


Quando um ministro pode investigar, acusar e julgar sem ser contido, não estamos mais diante de um sistema democrático de freios e contrapesos, mas de uma estrutura tutelada.

O filósofo Montesquieu já advertia:


> “Não há liberdade se o poder judiciário não estiver separado do legislativo e do executivo.”


No Brasil, não apenas se misturaram as funções — elas foram centralizadas em um único nome.


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Referências legais


Constituição da República Federativa do Brasil (1988): arts. 5º, 52, 129, 220.

Código de Processo Penal: arts. 316, 319.

Regimento Interno do STF: art. 67.

Montesquieu. O Espírito das Leis. 1748.



Alexandre de Moraes e as fraudes processuais: até quando o Senado vai fingir que não vê?

 



Alexandre de Moraes e as fraudes processuais: até quando o Senado vai fingir que não vê?

Por Zéka Netta 

É preciso falar sem rodeios: Alexandre de Moraes cometeu e comete fraudes processuais. Não são meros “excessos” ou “interpretações criativas da lei” — são violações diretas da Constituição e do Código de Processo Penal, que ele jurou defender. E o que o Senado faz? Nada. Finge que não vê, ou pior: se esconde debaixo da toga do ministro.

O inquérito das fake news: uma aberração jurídica

O Inquérito 4781, instaurado por Moraes, já nasceu ilegal.

Ele abriu o inquérito sozinho, sem pedido do Ministério Público. Mas a Constituição é clara: quem investiga é o MP, não o STF. (Art. 129, I da CF).

Ele se escolheu como relator. Não houve sorteio, não houve impessoalidade. Violação direta ao Regimento Interno do STF (Art. 67).

Ele é vítima, investigador e juiz ao mesmo tempo. Uma aberração jurídica que viola o Art. 5º, LIII da Constituição: ninguém será processado senão pela autoridade competente.

Isso não é “criatividade judicial”. Isso é fraude processual.

Prisões sem julgamento: Estado de exceção

Centenas de pessoas presas por “atos antidemocráticos” ficaram meses encarceradas sem denúncia formal, sem julgamento e até sem audiência de custódia.

O Código de Processo Penal é cristalino: prisão preventiva precisa ser revista a cada 90 dias (Art. 316 do CPP).

Mas Moraes simplesmente ignorou. Deixou gente mofar na cadeia como exemplo político.

Isso não é justiça. Isso é um Estado de exceção disfarçado de legalidade.


Censura prévia: a Constituição rasgada

Bloqueio de redes sociais, retirada de conteúdos e até suspensão de aplicativos. Tudo decidido por uma canetada monocrática.

Mas a Constituição proíbe censura prévia (Art. 220).

Liberdade de expressão é cláusula pétrea. Não se negocia, não se suspende porque desagrada a um ministro.

Quando um juiz decide o que pode ou não ser dito antes de julgamento, não estamos mais numa democracia — estamos numa ditadura de toga.

E o Senado? Covarde ou cúmplice?

O Senado tem o poder e o dever de julgar ministros do STF por crime de responsabilidade (Art. 52, II da CF).

Mas o que acontece? Nada.

Senadores têm medo de retaliação, já que muitos respondem a processos no STF.

Outros são cúmplices, porque se beneficiam do silêncio conveniente.

E no fim, quem paga a conta é o povo, refém de um poder sem freios.

O silêncio que mata a democracia

Montesquieu avisou há séculos: “Não há liberdade se o poder judiciário não estiver separado do legislativo e do executivo.”

Hoje, no Brasil, essa separação virou ficção. Alexandre de Moraes concentra funções que nenhuma democracia saudável permitiria.

E o Senado, ao não agir, torna-se cúmplice. Não é apenas medo: é traição ao povo que os elegeu para defender a Constituição.

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Referências legais


Constituição da República Federativa do Brasil (1988): arts. 5º, 52, 129, 220.

Código de Processo Penal: art. 316.

Regimento Interno do STF: art. 67.

Montesquieu. O Espírito das Leis. 1748.


Constituição de 88: cidadã ou constituição das elites?

 


Constituição de 88: cidadã ou constituição das elites?

Por Zeka Netta

Ulysses Guimarães, no dia 5 de outubro de 1988, levantou a nova Constituição e a proclamou como a “Constituição Cidadã”. Era o marco do fim da ditadura, o símbolo da redemocratização e a promessa de um Brasil mais justo e livre. Mas, passadas mais de três décadas, a pergunta incômoda permanece: será que a Constituição foi mesmo pensada para proteger o povo ou serviu, sobretudo, para blindar uma nova elite política e jurídica?


O brilho da promessa

É inegável que a Carta de 1988 trouxe avanços históricos:

  • garantias individuais,

  • direitos sociais,

  • eleições diretas,

  • liberdade de imprensa,

  • fortalecimento da cidadania.

Depois de duas décadas de arbítrio, o texto constitucional foi recebido como um respiro de dignidade. O jurista Paulo Bonavides dizia que ela carregava uma “face cidadã”, pois devolvia direitos fundamentais antes negados.

Mas, como toda moeda, havia também a outra face.


O pacto das elites

A Constituição nasceu de um acordo tácito entre militares, políticos e novos atores institucionais. Os militares saíram com anistia, os políticos civis voltaram ao jogo, o Judiciário se blindou com autonomia e a burocracia estatal se fortaleceu. Ao povo, coube o papel de expectador: ganhou uma lista extensa de direitos no papel, mas sem mecanismos eficazes para garanti-los.

José Murilo de Carvalho definiu bem: a Constituição de 1988 é um “catálogo de direitos”, mas pouco efetivo na prática. É como se tivéssemos um manual de instruções da democracia sem as ferramentas para aplicá-lo.


Quatro marcas da blindagem

  1. Privilégios políticos

    • Foro privilegiado para milhares de autoridades.

    • Estrutura que permite carreiras vitalícias no poder.

  2. Judiciário fortalecido, mas distante

    • STF com poderes quase ilimitados de interpretação.

    • Autonomia e altos salários, mas pouca responsabilização.

  3. Corporativismo constitucionalizado

    • Sindicatos e categorias protegidas, mas muitas vezes distantes da base trabalhadora.

    • Direitos trabalhistas engessaram a economia, preservando privilégios de quem já estava dentro do sistema.

  4. Povo como expectador

    • A “soberania popular” ficou restrita ao voto, sem instrumentos fortes de participação direta.

    • O Estado tornou-se mais pesado, mais caro e mais distante.


Entre cidadania e oligarquia

Paulo Bonavides alertava para essa contradição: a Constituição tem uma face cidadã, mas também uma face oligárquica. A primeira legitima-se pelo discurso; a segunda se revela no travamento de reformas, nos privilégios mantidos e no desequilíbrio entre os poderes.

É um paradoxo: a Constituição garante, mas não cumpre; promete igualdade, mas preserva hierarquias; fala em soberania popular, mas mantém o povo refém das engrenagens de uma elite política e jurídica.


A questão de fundo

A grande pergunta é: quem a Constituição de 1988 realmente protegeu? O cidadão comum, que até hoje luta para transformar direitos no papel em realidade concreta? Ou a elite política e institucional, que se blindou por meio de regalias e prerrogativas em nome da “democracia”?

Talvez, no fundo, a “Constituição Cidadã” tenha sido menos um documento de libertação e mais um manual de autopreservação de elites — uma nova roupagem para um velho problema brasileiro: o poder sempre protegendo a si mesmo.


Referências

  • Bonavides, Paulo. Curso de Direito Constitucional. Malheiros, 2006.

  • Carvalho, José Murilo de. Cidadania no Brasil: O Longo Caminho. Civilização Brasileira, 2001.

  • Montesquieu, Charles. O Espírito das Leis. 1748.

  • Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.

O medo do Senado diante de Alexandre de Moraes: silêncio ou conveniência?

 


O medo do Senado diante de Alexandre de Moraes: silêncio ou conveniência?

Por Abilio Machado

Vivemos um momento curioso da democracia brasileira: um Senado que, constitucionalmente, deveria ser o “freio e contrapeso” do Supremo Tribunal Federal, parece cada vez mais acuado diante da figura de Alexandre de Moraes. A impressão pública é clara: há um medo velado, uma submissão disfarçada de “respeito institucional”. Mas será mesmo respeito, ou simples conveniência?

O Senado que não freia

A Constituição de 1988 deu ao Senado o papel de avaliar os atos do STF e até mesmo processar seus ministros em caso de abusos. Mas quando o ministro Alexandre de Moraes age de forma expansiva — acumulando poderes investigativos, legislativos e até executivos em nome do “combate às ameaças à democracia” — o Senado se cala.

O silêncio é ensurdecedor. Não há CPI que vá até o fim, não há pedido de impeachment que avance, não há sequer um debate consistente sobre limites de atuação. A casa revisora da República tornou-se, ironicamente, uma casa receosa.

Medo ou cálculo político?

O medo pode até existir, mas parece mais realista enxergar conveniência:

  • Senadores respondem a processos no STF. Questionar um ministro que pode influenciar diretamente seu futuro jurídico não é exatamente um incentivo à coragem.

  • O poder das narrativas. Criticar Moraes hoje é automaticamente colar-se a rótulos perigosos, como “antidemocrático” ou “golpista”. Poucos estão dispostos a pagar esse preço diante da opinião pública.

  • Interesses de poder. Um Senado fragmentado, envolto em acordos de bastidores, prefere negociar em silêncio do que abrir uma crise aberta com o Supremo.

A democracia de joelhos

Alexis de Tocqueville já alertava que, em democracias frágeis, os representantes podem ser tentados a “ceder sua soberania em troca de segurança política”. É o que vemos: em nome de uma “defesa das instituições”, aceita-se que uma instituição invada o espaço da outra.

Montesquieu, pai da teoria da separação dos poderes, ficaria escandalizado ao observar o Brasil contemporâneo: o Legislativo, que deveria equilibrar o Judiciário, parece viver sob tutela.

O preço do silêncio

O maior perigo não é Alexandre de Moraes em si, mas a naturalização da ideia de que ministros do STF não podem ser questionados. Quando não há debate, não há democracia saudável. Quando não há fiscalização, há risco de tirania — seja ela aberta ou travestida de boas intenções.

E o Senado? Prefere assistir de camarote, calculando votos, verbas e reeleições. O medo é a desculpa; a conveniência, a verdadeira razão.


Referências

  • Tocqueville, Alexis de. A Democracia na América. 1835.

  • Montesquieu, Charles. O Espírito das Leis. 1748.

  • Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.

PARABÉNS PETISTAS VCS SÃO O ORGULHO DA NAÇÃO….👏👏👏👏

 PARABÉNS PETISTAS VCS SÃO O ORGULHO DA NAÇÃO….👏👏👏👏 Janja Lula da Silva ligou para a senadora Soraya Thronicke, relatora do projeto de l...