quinta-feira, 14 de agosto de 2025

🎭 O Baile dos Togados — E as bolas esquerdas da República ” - 🎩 Zéka Netta




🎭 O Baile dos Togados — E as bolas esquerdas da República ” - 🎩 Zéka Netta

Por Zéka Netta, direto da Capivara News, entre goles de café e um leve aperto no… sentido figurado.

Quinta-feira, Brasília. O Lago Sul reflete a lua como se fosse champanhe numa taça, e lá no STF, o bailinho das togas já ensaia seu próximo número. A bola da vez? Luiz Fux… ops, digo, Fachin — candidato natural à presidência, embalado por acordos que cheiram mais a guardanapo sujo de jantar do que a Constituição.

Mas eis que surge a cereja do bolo: Rodrigo Pacheco, o presidente do Senado que já confundiu independência com fidelidade ao “clube dos amigos da Praça dos Três Poderes”, pode ser recompensado com indicação ao STF. Uma paga de favores com laço de fita dourada, embrulhada no silêncio cúmplice do Congresso.

Dizem os mais experientes que o testículo esquerdo é o que mais dói quando levado um golpe certeiro, sempre incha, incluindo inflamações (orquite e epididimite), varicocele, hidrocele, torção testicular, e em casos mais graves, que acho ser o caso do STF, nosso câncer testicular.  Pois bem, o Brasil, minha gente, anda sentindo pontadas constantes — e o curioso é que a dor vem sempre do mesmo lado: o lado esquerdo do poder. Coincidência? Ah, quem acredita em coincidência ainda acredita que a FAB só transporta autoridades a trabalho, órgãos para transplante e combatentes…

O salão principal do Baile dos Togados abre as portas. No centro, Sua Excelência Gilmar Mendes, o Mestre de Cerimônias. De terno sob medida e sorriso enigmático, ele comanda a pista com a mesma destreza com que arquiva processos incômodos ou abre as portas da sua quinta em Portugal para festas tão discretas quanto um trio elétrico. Reza a lenda que na última, policiais apareceram para procurar uma bomba. Encontraram? Não. Mas a pista de dança estava lotada.

No canto, Alexandre de Moraes afia os passos. Foi pupilo de Gilmar, agora estrela principal do espetáculo. Ora puxa, ora empurra, ora coloca tornozeleira nos desafetos, ora solta para dar um ar de benevolência. Uma coreografia estudada, cada movimento calculado. Se o Senado ousar marcar um passo diferente, leva advertência. Ou pior, é cortado da festa.

Falando em Senado, os irmãos de pista Alcolumbre e Mota se especializaram em apagar luz e ar-condicionado para conter a rebeldia dos convidados. Já não se sabe se comandam ou obedecem, mas é certo que sempre dançam conforme a orquestra do Supremo toca. Pacheco, o convidado que nunca falta, segue rodopiando entre um jantar no Lago Sul e uma promessa de cadeira de destaque.

Do lado VIP, os passageiros frequentes do “táxi aéreo FAB” brindam entre si. Voos para jogos de futebol, festas de campanha, encontros eleitorais — tudo sob o rótulo de “agenda oficial”. Enquanto isso, lá fora, pacientes fazem viagens de 12 horas de ônibus para conseguir atendimento médico. Mas não, no baile não há espaço para esse tipo de música. lembrando que agora exigem uma sala especial Vips para não passarem pela ralé, quero dizer, pelo povo, nos aeroportos, sala que custará 1 milhão e meio para construção e sem contar com as mordomias de assessores, garçons, caviar e lagostas regadas aos bons vinhos e champanhe.

A Europa observa, a GlobalMag afina seus instrumentos, e os EUA anotam cada passo. Mas aqui dentro, o baile continua. Fachin, Dino e companhia já ensaiam novos passos para quando o maestro trocar. Afinal, derrubar um bailarino não encerra o baile — só abre vaga para outro com sapato lustroso e mesma coreografia.

Enquanto isso, as luzes se apagam e o garçom serve mais vinho, lá na mansão de algum anfitrião do Lago Sul, onde decisões que mudarão o destino de 215 milhões de brasileiros são tomadas entre risadas e fatias de filé ao molho madeira.

O povo? Bem… o povo que espere na calçada, porque no baile das togas não cabe plateia.

E todos, espectadores dessa ópera-bufa, seguimos sentindo aquela fisgada. A pancadela doída na Alma, no lado esquerdo, sempre ele.



Pacheco e Fachin dançam alegres na expectativa dos benefícios a chegar...


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