terça-feira, 21 de outubro de 2025

A epidemia da censura de mentirinha: Censura ou carnaval da ofensa? - O Capivara News

 


A epidemia da censura de mentirinha: Censura ou carnaval da ofensa?

Por Zéka Netta – O Capivara News


Estamos vivendo uma época curiosa: cada comentário mal-humorado, meme questionável ou opinião controversa é elevado imediatamente à categoria de atentado à liberdade de expressão. A modinha agora é reclamar de censura a torto e a direito — e o desfile é diário.

Não me entenda mal: casos reais de censura existem, e merecem toda atenção. Jornalistas perseguidos, vozes dissidentes silenciadas, livros queimados (já chegamos a isso num.passado não muito longe) — essas são violações graves que realmente ameaçam a liberdade de falar e ouvir. Mas quando qualquer bobagem vira “censura”, corremos o risco de banalizar o termo e dispersar a indignação pública.

Exemplos não faltam. Um humorista faz uma piada sobre uma celebridade e é “cancelado”, outro écondenado a 08 anos de prisão por uma piada realizada no palco de um teatro; uma marca muda a cor do logotipo e já tem gente acusando discriminação; uma propaganda tem que ter cota para não ser cancelada, você já imaginou a cabeça da modelo em saber que só está lá porque foram obrigados, tente imaginar o climão; se bem que agora a cota é inversa; uma frase antiga, esquecida há anos, ressurgiu nas redes e virou crime hediondo de ódio, sempre fico a pensar na programaçãoda TV aberta em décadas passadas, jamais existiriam. Enquanto isso, violações reais passam despercebidas, soterradas pelo barulho da histeria cotidiana. Sim, há casos absurdos, até de falsificação de entrada em países vizinhos tudo para justificar uma falsa  alegação,  enquanto isso essa violência fica nula ante a banalização do termo e fatos.

O efeito é previsível: pulveriza-se a atenção, transforma-se cada pessoa em tribunal, júri e carrasco de si mesma, a faz apontar o dedo e desrilar seu veneno, doa a quem doer até claro doer no bolso, porém a própria liberdade de expressão começa a perder peso. Se tudo é censura, no fim, nada importa. E quem realmente sofre restrição de expressão — seja por governos, judiciário politizado unilateral, empresas poderosas ou censores ideológicos que fazem parte da chamada bolha — fica invisível, sem que ninguém note. 

E há ainda o grande detalhe da polaridade ideológica,  onde um lado pode falar o que quiser enquanto o outro tem de calar. Como se a palavra tivesse agora apenas um lado ideológica,  político e de apoio.

Antes de gritar que sua opinião foi censurada, vale um exercício de honestidade: pergunte a si mesmo se estamos diante de um abuso real ou apenas de um tropeço amplificado pelas redes, pelo desequilíbrio emocional do outro. Porque a histeria contínua transforma qualquer escorregão em crime contra a liberdade, enquanto os casos graves continuam acontecendo à sombra do espetáculo e como há espetáculo hoje em dia.

Rir do exagero, apontar o ridículo e preservar a atenção para o que realmente importa — ironicamente — talvez seja a forma mais lúcida de resistir. 

Não se trata de atacar a sensibilidade de ninguém ou minimizar injustiças. Trata-se de perceber que a modinha da censura fácil está pulverizando a atenção pública, tornando o termo “liberdade de expressão” um chavão quase vazio. E, quando isso acontece, a própria liberdade de expressão fica ameaçada — ironicamente, pela própria histeria que diz protegê-la.


Talvez seja hora de respirar fundo, olhar os fatos com critério e reservar o alarme apenas para os casos que realmente importam. Afinal, se banalizamos tudo, perderemos a liberdade que juramos proteger e que tentamos obter: o direito de expor a nossa opinião sobre o que acontece. 

Porque se tudo é censura, no fim, nada será.


Sou Zéka Netta, o capivara que questiona o sistema.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

PARABÉNS PETISTAS VCS SÃO O ORGULHO DA NAÇÃO….👏👏👏👏

 PARABÉNS PETISTAS VCS SÃO O ORGULHO DA NAÇÃO….👏👏👏👏 Janja Lula da Silva ligou para a senadora Soraya Thronicke, relatora do projeto de l...