Muitas vezes ouço a pessoa dizer: Eu não tenho culpa deste desgoverno do amor, porque eu nunca votei, não confio em nenhum dos lados.
Isenção também é escolha — e toda escolha tem consequências
A abstenção não é neutralidade. Quando alguém decide não votar, abdica de participar da construção coletiva e transfere aos outros o poder de decidir os rumos da sociedade.
O direito ao voto existe para ser exercido; ao recusá-lo, resta apenas o direito de estar — e de aceitar os efeitos das decisões tomadas.
Reclamar depois do resultado é incoerente com a própria escolha de não participar. Democracia exige presença, responsabilidade e compromisso.
Silêncio também decide. E quem se cala, consente.
“Quando abstenções, votos brancos e nulos superam o próprio pleito, não houve falta de escolha — houve a escolha de não mudar o cenário.”

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