terça-feira, 18 de novembro de 2025

 — “O Chanceler e o quase ‘Paraíso’ Tropical - O Capivara News!

 — “O Chanceler e o quase ‘Paraíso’ Tropical

Por Zéka Netta - o capivara que mesmo olhando daqui tem que dar razon ao chanceler alemon...

Ah, Belém da Amazônia: a selva, o calor, o suor escorrendo como uma promessa de aventura — mas para o chanceler alemão Friedrich Merz, parecia mais uma expedição a Marte. “Felizmente saímos daquele lugar”, ele disse. Pois é. Imagina você, todo pomposo, desembarcando para uma FLOP30 global e termina declamando um suspiro de alívio ao embarcar de volta para a civilização. É quase poético — se não fosse profundamente diplomático.

Vamos destrinchar essa novela tropical com a atenção de quem analisa mais do que o coque no cabelo do visitante.

Chegamos à Amazônia… mas não à hotelaria de primeira classe

Merz contou que perguntou aos jornalistas da comitiva alemã: “quem de vocês gostaria de ficar aqui?” — e segundo ele, ninguém se ofereceu para esticar a visita. (Gazeta do Povo) Curioso, né? Um líder político enaltecendo o próprio país com uma pergunta retórica que, na verdade, escancara desconforto. Mas será que tudo era realmente tão terrível assim — ou ele só escolheu um hotelzinho menos glamouroso para se hospedar?

Porque, convenhamos, grandes cúpulas como a COP costumam ser organizadas com orçamento e planejamento. Se havia falhas, a culpa não é da cidade em si, mas de quem planejou tudo — dos gestores municipais ao governo estadual e federal, aos organizadores do evento. Chamar Belém de “aquele lugar” e fingir que é algo exótico e problemático reforça um estigma que vai muito além de cheiro de mata ou calor abafado, cheio de mosquitos e bosta navegando nos pés .

 Infraestrutura, saneamento e surpresas abaixo da copa da árvore

Relatos de jornalistas e delegações mencionaram problemas na infraestrutura: banheiros sem condições, serviços de limpeza deficientes, logística contrafeita para acomodar os visitantes mais exigentes,  alimentação cara. Se isso é verdade (e há quem diga), é algo grave — especialmente em um evento climático internacional, onde a segurança sanitária deveria ser tratada com prioridade. (CNN Brasil)

Mas, claro, para Merz, tudo se resume a “felizmente saímos”: uma frase curta, mas com peso de descarte. É como se ele tivesse ido a Belém para uma missão de reconhecimento, e a missão fosse “confirmar que não é para mim” ou " saímos do golpe" porque a FLOP30 como as anteriores é apenas para angariar dinheiro para alimentar ONGs e não a preservação.

Largados, Pelados e Protocolados 

E foi ali, naquele pedaço de Amazônia improvisado para receber chefes de Estado, que a comitiva alemã teve sua experiência premium de reality show. Se algum produtor do Discovery Channel tivesse passado por perto, era capaz de assinar contrato na hora. Porque, convenhamos: poucas vezes os “balangandãs brancos” da alta diplomacia europeia foram tão impiedosamente atacados pelos mosquitos da beira do Amazonas. Era um balanço pra cá e outro lá e a verdade sentida do que é matar um mosquito pousado no salsichon.

E tinham também os mosquitos anormais. Eram PhDs em diplomacia reversa: vinham com sede de sangue dolarizado ou euro em espécie e nonsense geopolítico. Enquanto o chanceler discursava sobre o orgulho de voltar para a Alemanha, havia jornalista ainda coçando até a alma — tudo isso lembrando do período sem água para banho, sem descarga e com valetas de esgoto desfilando a céu aberto como quem compõe cenário temático de “imersão cultural”, promessa do presidente que disse que os faria passar pela experiência,  eles porque ele se hospedou num iate de contracenso pois gastava quase 200 litros de diesel/dia sem falar no conforto de luxo.

E aí você imagina a cena: Merz tentando manter a compostura, blazer fechado, postura rígida, enquanto ao redor dele o alojamento parecia um spin-off improvisado de Largados e Pelados: COP Edition. Nada de chuva forte ainda — porque se eu menciono o clássico alagamento torrencial da estação, você pensa que estou exagerando. Mas não: nem precisei citar. A desorganização por si só já fazia o serviço completo. Não verificou as probabilidades e nem estudou o clima do período.

No fim, fica fácil entender o “felizmente saímos daquele lugar”. A frase, solta assim, parece puro deboche. Mas, se havia banheiros inoperantes, água racionada e mal cheiro de valeta cruzando o vento e o evento, o visitante médio não precisava ser europeu para suspirar aliviado. Só precisava ter um nariz funcionando e o costume bárbaro e fascista de tomar banho todos os dias.

O problema não é alguém não gostar — isso é direito básico do turista.

O problema é organizar um evento internacional do porte de uma COP com o mesmo zelo de quem arma uma barraca na pressa antes da tempestade.

O contraponto patriótico e a palavra mágica de uso do momento — soberania

Ai de quem ousar dizer “eu não gostei de lá” como turista ou visitante. Em vez de simplesmente aceitar a crítica como legítima, alguns discursos já se apressaram em exaltar a soberania nacional. “Como ousam desrespeitar o nosso paisinho tropical?” — dizem alguns. Outros, mais frios, lembram que a soberania real não está em empurrar críticas para debaixo do tapete, mas em construir transparência, em convocar relatórios de avaliação, comissões que chequem o que de fato falhou.

É consumado: a palavra “soberania” virou escudo retórico para qualquer descontentamento diplomático. Se Merz disse algo ofensivo? Escandaloso — pode apostar que vai ter nota oficial, talvez até retratação. Se havia falhas técnicas? Que se convoque quem organizou. Se houver apuração mostrando que realmente tinham problemas sanitários, que se corrija para a próxima vez. Porque soberania é isso: poder admitir que errou para melhorar. Mas não vai acontecer porque tudo está sendo colocado em sigilo de 100 anos, da compra da coxinha que janta provocou os jornazistas, aos presentes e valores do aluguel do iate esportivo.


A lição (ironicamente didática)


Queridos beleenses e brasileiros de todas as matizes ideológicas: não há demérito nenhum em apontar falhas. Turista que reclama, visitante que não se sente confortável — isso não é ingratidão, é feedback. E feedback é ouro. Permite que os organizadores façam um raio-X da situação, consertem o que está torto e ofereçam um lugar melhor na próxima. Mas já era para aprendermos, é só ver a copa realizada aqui a pouco tempo.

Merz pode ter dito isso com uma risada diplomática no final, mas a nós cabe responder com análise firme: se há problemas, que sejam tratados como problemas — não como insultos. E se alguém quiser usar a palavra “soberania” para calar uma crítica legítima, que saiba: a verdadeira soberania de uma nação não se afirma com vaidade diplomática, mas com responsabilidade administrativa.

 De volta à Alemanha (mentalmente)

Enquanto o chanceler voltou à Alemanha e discursava com orgulho sobre sua pátria, talvez ele não tenha percebido que deixou uma pulga atrás da orelha de muitos: nem todo “paraíso tropical” é um resort cinco estrelas, e nem toda crítica é desrespeito. Talvez a Amazônia não seja para ficar para sempre — mas também não deve servir de piada diplomática o que para alguns soou.

E se algum dia voltarem para outra cúpula, que levem consigo não só diplomatas, mas pranchetas, comissões, técnicos de saneamento, arquitetos — e, quem sabe, aprendam que “quando saímos aliviados” não é algo para se celebrar: é sinal de que algo precisa mudar. O que seria o ideal é foi o pedido dele para poder liberar verba: que se exista uma planilha do planejamento para o investimento ou seja até estou disposto a dar dinheiro mas quero saber onde será usado. E infelizmente a esquerda é boa em criar jargões,  palavras mas não tem conteúdo,  não tem real justificativa, orientação ou coerência.

Governo Lula já gastou R$ 787 milhões de R$ 1 bilhão previsto para COP30 e fala em sanção para falhas... uhmmmm???

Eu sou Zeka Netta, O Capivara News.



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