Eu confesso: esperei mais.
Muito mais.
Venderam o 08 de janeiro como o grande épico da democracia brasileira. Um “quase golpe”, um “ataque sem precedentes”, uma “tentativa organizada de ruptura institucional”. Eu, ingênuo, achei que veria algo digno de manual de ciência política. Planejamento, estratégia, liderança, logística… essas coisas chatas que golpes de verdade costumam ter.
Mas não.
O que vi foi um rolezinho político desorganizado, com gente perdida, celular na mão, pedindo água, tirando selfie e perguntando onde ficava o banheiro do Supremo, que horas que o sanduiche prometido ia ser distribuido, .
Aquilo não foi golpe. Temos que falar a verdade, ou existe muita ingenuidade ou muita maldade.
Foi excursão mal guiada, onde militantes estavam infiltrados para causar o caos... Provavelmente os mesmos que já haviam feito o mesmo vandalismo em 2017, que a esquerda e a imprensa marrom fingem que nunca aconteceu...
Tentaram me convencer de que senhoras com Bíblia, patriotas de sandália e sujeitos que acreditam que o QR Code da urna leva direto para o comunismo estavam prestes a derrubar a República. A República. Aquela mesma que sobreviveu a ditaduras, hiperinflação, mensalão, petrolão e a carreira política de meia dúzia de iluminados. E que agora apresenta o maior de todos os roubos, o dinheiro do INSS, onde irmão e filho do painho do amor estão atolados até o nabo...
Desculpa, mas nem a esquerda engole isso sem água batizada pelo esguicho daquele padre Lancellotti que alicia menores e desfavorecidos, e não faz só no mês de Júlio..
Golpe, meus caros, exige cérebro.
Exige comando.
Exige silêncio.
Exige armas, apoio institucional e, principalmente, alguém minimamente capaz de terminar o que começou.
O 08 de janeiro teve só barulho, quebra-quebra e uma convicção inabalável… de que alguém, em algum lugar, estava no controle. Não estava, não tinha ninguém, pois o principal acusado e predestinado estava em Orlando curtindo umas férias na gringa enquanto o povo dormia em barracas no gramado do setor militar.
E aí veio o espetáculo posterior: transformaram a flopada em superprodução. Narrativa inflada, discurso grave, dedo em riste, censura travestida de proteção e punição em atacado — porque quando falta precisão, sobra exagero, onde painho mesmo fala em suas entrevistas: 'tem de mentir sim, porque a mentira voa mais rápido', 'ainda temos que construir uma narrativa para as eleições', 'quando ter uma coisa errada acuse alguém rapidamente'....
A direita fez papel de idiota útil.
A esquerda fez papel de salvadora da democracia.
E o país, como sempre, pagou o ingresso à época, hoje já vêem com aqules olhos de :__ "putzzzz estão pesando a mão.
No fim das contas, o 08 de janeiro não ameaçou a democracia.
Serviu foi de desculpa perfeita para esticar a corda, testar limites e dizer: “viu só? precisamos de mais controle”.
E eu sigo aqui, assistindo tudo, com aquela sensação incômoda de quem percebe que o circo é ruim, mas os palhaços continuam sendo aplaudidos, poucos expectadores mas ainda há muitos que estão na vibe da esquerda pois ter liberdade é ameaça, e não sabem ser livres... Vê o caso dos professores, que não contentes com 33 % de aumento salarial votaram em peso no desgoverno e esta semana ganharam um presentão 0,37%, espero realmente que os R$18,10 centavos lhes ajude a pagar a internet para poder ler meus artigos.
Se aquilo foi golpe, então eu sou astronauta. HAHAHAHAHA a ilustração ficou boa...
Se aquilo foi revolução, foi a mais desorganizada da história.
E se aquilo foi ameaça real… então estamos todos muito mais frágeis do que gostam de admitir.
me siga lendo, sempre.
#08DeJaneiro
#NarrativaInflada
#NemAEsquerdaEngole
#DemocraciaDePalco
#CrônicaPolítica
#SarcasmoPolítico
#BrasilEmCena
#ZekaNetta
#PensamentoCrítico
#SemPaixãoIdeológica


Nenhum comentário:
Postar um comentário