Ahhh, meus amores… esse assunto rende mais do que caldo de cana depois da chuva. Vamos lá, neste meu tom venenoso, espirituoso e psicologicamente afiado.
Sou Zéka Netta, O Capivara News — aquele que faz análise clínica enquanto mexe o gelo no copo: (SQN deixei de beber alcool a muitos anos)
Cervejoterapia: Lula e sua diplomacia etílica: uma psicodinâmica do gole salvador
Ora, pois é. O chanceler alemão deixou o Brasil em transe, e Lula, como sempre, tentou resolver tudo… no bar. Para ele, o álcool é tão multifuncional quanto Bombril: serve para a paz mundial, para acalmar o Centrão, para reorganizar a segurança pública, e — vejam só — agora também para fazer o chanceler alemão se apaixonar por Belém, a nossa musa maltratada, “linda, porém não cuidada”. Quase uma versão amazônica da personagem da novela das 8 que precisa só de um banho, uma chapinha e uma oportunidade na vida.
Mas, do ponto de vista psicológico, essa fixação presidencial pela mesa de boteco tem nome, sobrenome e CPF simbólico: a fantasia do álcool como regulador emocional universal.
É simples: há quem procure terapia, há quem faça meditação, há quem reze, e há quem… peça uma cerveja e sinta que resolveu o Brasil inteiro. É o famoso mecanismo de coping líquido.
O Lula, com toda sua biografia marcada pelo improviso, aprendeu que o bar é o templo onde o homem vira filósofo, o inimigo vira aliado, e o caos vira papo de balcão. Psicologicamente? É o que chamamos de romantização do alívio imediato. Acreditar que um trago ajeita o mundo, alinhava as relações, dissolve conflitos e faz até chanceler alemão esquecer igarapé fedido.
Só que — como todo vício simbólico — isso mascara uma verdade incômoda: a dificuldade crônica de lidar com tensão sem recorrer ao clima de confraternização. É o equivalente emocional a passar perfume sem tomar banho: dá uma disfarçada, mas não resolve.
A psicologia chama isso de evitação emocional socializada. Eu, Zéka Netta, chamo de “governar por cervejoterapia”.
E cá entre nós, meu bem… se o Brasil fosse resolvível com chope, nós já éramos Suíça desde o milênio passado. Fato que esquecemos porque o Brasil está está bagaço, para a militância não firam mais de 20 anos de poder que ferraram o país e sim 4 anos durissimos sendo pouco mais de 2 de pandemia.
O álcool vira a “terapia de guerrilha”: rápido, acessível e cheio de promessas. Só que, diferente de um bom insight, ele evapora. E o problema continua firme, forte e sorrindo com dentes cariados.
No fundo, Lula encarna um arquétipo brasileiro profundo: o sujeito que acredita que o bar é um portal mágico onde todos os traumas sociais podem ser resolvidos num papo acalorado e três garrafas. Uma espécie de xamã urbano, que troca tambor por garrafa e acha que paz social vem no fundo do copo.
Se fosse só folclórico, tudo bem. Mas quando o coping vira método de governo… aí a psicologia olha e diz:
“Temos um padrão.”
E o padrão é simples: o país em chamas, e o presidente imaginando que basta chamar todo mundo pra sentar na mesa de plástico, pedir petisco e resolver Belém como se fosse briga de condomínio. Tal como disse sobre resolver a guerra Rússia X Ucrânia, Israel X Hamas e Coligados, aclamar senadores e deputados.
É bonito?
É trágico?
É Brasil.
E como sempre digo: quem bebe para fugir da realidade acaba tropeçando nela — e derrubando o copo junto.
Como no e-book de meu amigo Abilio Machado, Psicoarteterapeuta : " Amigo que te convida para um gole, não é seu amigo!"
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